De 110 abordados, 20 já encaminhados para suas cidades de origem

Levantamento apresentado pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania aponta que de um total de 110 pessoas abordadas até março de 2012, 20 já foram encaminhadas para suas cidades de origem. São moradores em situação de rua que desde 2010 estão sendo monitorados pelas equipes da área social da Prefeitura.

 

Prestes a lançar o Plano Municipal de Enfrentamento à População de Rua, a Prefeitura mantém uma atuação constante para tentar eliminar um grave problema social. “Existem casos com resultados que podemos considerar como positivos. São estes em que as pessoas retornaram às suas cidades de origens, ao seio familiar; de outros que concordaram em realizar tratamento contra dependência química no CAPSad; de pessoas que estão até estudando. Mas há casos de pessoas que rejeitam atendimento. Para se ter numa ideia, de um total de 52 abordagens, 17 pessoas recusaram auxílio. Isto somente este ano”, revelou a gerente de Políticas da Assistência Social, Adelma Maria Pinto Galeano.

 

Ela explica que há casos inclusive em que as pessoas preferem permanecer nas ruas, para continuar ‘recebendo auxílios’ das pessoas. Por isso mesmo será lançada em agosto, a campanha ‘Não dê esmola, dê cidadania’. Um dos casos é o de Bauer Divino Adorno e Olívia Amorim de Oliveira. “Os dois ainda não podem ser atendidos pelo Estatuto do Idoso, têm menos de 65 anos. Mesmo assim, já oferecemos uma casa no Condomínio dos Idosos, mas se recusaram. Preferem ficar nas ruas, vivendo de ajuda das pessoas”, comenta Adelma, para lembrar que a primeira abordagem envolvendo o casal aconteceu em 15 de fevereiro de 2011.

 

O levantamento revelou ainda que, entre os conhecidos ‘flanelinhas’, três estão fazendo tratamento no CAPSad e, no período noturno, cursando Educação de Jovens e Adultos (EJA), na Escola Municipal Izabel Correia. “São informações que deixam a equipe gratificada. Mas, é preciso ficarmos atentos, monitorar sempre, tentar evitar que retornem às ruas como está acontecendo com aquela cidadã boliviana que voltou às portas de uma agência bancária. Vamos realizar todo o processo novamente”, comentou a gerente.