Parceiros apresentam programa para melhorar produção leiteira

Os pequenos produtores rurais da região de Corumbá devem ser beneficiados com um programa que vai resultar em melhoria na bacia leiteira pantaneira, com ganho inclusive na reprodução bovina. São três projetos de apoio à pecuária leiteira, Vaca Móvel, Rufião e Agromóvel, apresentados na tarde de terça-feira (19) a um grupo de produtores dos assentamentos Taquaral, Paiolzinho, Tamarineiro II e São Gabriel D’Oeste, durante encontro na Escola Municipal Rural Monte Azul.

 

Os projetos foram apresentados pelo médico veterinário Daniel Delfino Reis, do IBS (Instituto BioSistêmico), que desenvolve o programa em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Mato Grosso do Sul (Sebrae-MS). O encontro no Taquaral teve apoio da Prefeitura de Corumbá, por meio da Fundação de Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário (Funterra), que está interessada em fomentar a bacia leiteira pantaneira.

 

No encontro, Daniel fez um relato dos três projetos. Explicou que os projetos são executados por meio de laboratórios móveis visando melhoria da bacia leiteira. O Agromóvel verifica a nutrição e manejo de pastagem, identificando boas práticas e simulando a ingestão de alimentos do gado. O Rufião permite um diagnostico de gestação e manejo sanitário em bovinos, visando obter um maior índice de fertilidade e menor intervalo entre partos. Por meio da ultrassonografia, pode ser feito diagnóstico precoce de gestação a partir de 28 dias, além da determinação de sexo fetal a partir de 55 dias e até 75 dias.

 

Já o Laboratório Móvel de Qualidade do Leite ou Vaca Móvel, trata-se de um projeto inovador que visita as propriedades para monitorar a cadeia produtiva do leite, maximizando os resultados da produção. Analisa a qualidade do leite e as condições de higiene durante a ordenha. Nas visitas programadas são realizadas análises físico-química sobre coloração, viscosidade, porcentagem do teor de gordura, porcentagem do extrato seco desengordurado, aguagem no leite, de proteína, quantidade de sólidos totais, densidade do leite, temperatura e congelamento e graduação da acidez.

 

O gerente do Sebrae Regional Pantanal, Wellington Vidaurre, explicou que a instituição e parceira dos produtores rurais e custeia 80% do programa. “São projetos importantes extremamente importantes para aumentar a produção do leite. Este encontro foi importante para tirar dúvidas e o Sebrae está à disposição da classe produtora”, disse.

 

Para Corumbá fazer parte do programa, é preciso ter adesão de no mínimo 15 produtores. Conforme cálculos do Sebrae, com este número de pessoas, a instituição entra com 80% e o restante, ficaria por conta do produtor. O programa é desenvolvido durante seis meses e, neste caso, cada propriedade arcaria com cerca de R$ 50,00 por mês, uma enorme economia se comparado ao valor cobrado por um médico veterinário para atender um animal. “No interior de São Paulo fica em torno de R$ 45,00. Aqui, pela propriedade toda, o produtor entraria com apenas R$ 50,00”, explicou Daniel.

 

A Prefeitura Municipal está interessada em fomentar o programa na região. “Estamos conversando com o Sebrae/MS para formalizar uma parceria, visando atender o produtor rural e melhorar a qualidade do leite da nossa região. Este foi o primeiro encontro e, agora, vamos aguardar um novo contato com os produtores e repassar a questão ao prefeito Ruiter Cunha (de Oliveira), para definirmos o papel do Município no desenvolvimento destes projetos”, explicou a diretora-presidente da Funterra, Luciene Deová de Souza Assis.