Interculturalidade é tema de curso para professores da fronteira

O 1º Módulo de Cursos para os Professores do Brasil e da Bolívia, realizado em Corumbá, teve grande adesão dos educadores da região. A capacitação, que faz parte do programa Escola Interculturais de Fronteira, começou nesta sexta-feira (15) e trata das praticas de interculturalidade e integração na prática pedagógica. Os palestrantes são professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campus do Pantanal.

 

Ao todo, mais de 60 professores de Corumbá, Puerto Quijarro, Puerto Suarez e Arroyo Concepcion participam da capacitação que terá 20 horas de duração. Neste primeiro dia de curso, o professor Antonio Aguilera Urquiza trata do seguinte tema: “Interculturalidade e educação em contexto de fronteira”. Entre os assuntos abordados estão: Construção do conceito de cultura; Multiculturismo y educación intercultural; Educação Intercultural e Projeto de Intervenção.

 

Já no sábado, a capacitação vai apresentar a proposta para o próximo módulo. Os professores assistirão palestra sobre: “Interculturalidade e integração na prática pedagógica: desafios para o campo da pesquisa em educação”. Em um segundo momento, os participantes irão fazer relatos sobre as práticas interculturais e de integração em escola de fronteira.

 

Depois deste primeiro módulo, mais 20 horas serão feitas à distância. O próximo encontro acontecerá na Bolívia também com a presença dos professores dos dois países. A intenção deste curso, nesta etapa inicial, é fazer com que as escolas participantes sigam o calendário e as práticas curriculares de seus respectivos sistemas de ensino. Porém, semanalmente, os professores dos países vão realizar o intercâmbio de um país ao outro.

 

O programa Escola Interculturais de Fronteira foi lançado oficialmente na última terça-feira (12) em Corumbá. O objetivo é promover o intercâmbio e integração entre professores e alunos do Brasil e da Bolívia. A iniciativa existe no Brasil desde 2005, por uma ação bilateral com a Argentina. O foco é a integração, a quebra de fronteira, além da ampliação das oportunidades do aprendizado da segunda língua.

 

Para o secretário Municipal de Educação, Hélio de Lima, o programa vai auxiliar os 659 alunos bolivianos que estudam nas escolas municipais de Corumbá e os 62 brasileiros que frequentam unidades escolares no país vizinho. “Desta forma, vamos provar que é possível conviver com a diferença. Poderemos conceber outra maneira de se conviver na fronteira, de maneira saudável e que seja positiva para todos nós”, opinou.

 

De acordo com a coordenadora do programa, a professora Suzana Mancilla, da UFMS-CPAN, o objetivo da Escola Intercultural de Fronteira não é somente promover o conhecimento da língua portuguesa ou espanhola. “Nós vamos trabalhar nesse primeiro momento com o processo de reconhecimento, de como é feita a aprendizagem nas escolas de Corumbá e o mesmo nas escolas da Bolívia”, explicou.