Dengue: Corumbá está com índice de infestação predial de 3,5%

Mesmo com os índices em queda, a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Corumbá diz que é preciso dar continuidade aos trabalhos intensos de combate e eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O último Levantamento de Índice Rápido de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), realizado nos dias 04 e 05 de junho, apontou incidência de 3,5% na cidade, bem abaixo do registrado em abril, quando chegou a 10,4%. “Houve uma redução, mas ainda continua alto e as ações devem continuar de forma intensa”, comentou a coordenadora geral de Vigilância em Saúde da Prefeitura, médica veterinária Viviane Ametlla.

 

A coordenadora observa que o índice tolerável pelo Ministério da Saúde é de menos de 1%. “Os serviços intensos executados durante este período resultaram na queda do índice apontado pelo último LIRAa. No entanto, não podemos nos descuidar. Temos que continuar trabalhando de forma intensa”, destacou, lembrando que a população tem um papel importante para combater a doença, por meio da eliminação dos focos no interior das residências.

 

No LIRAa, as equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) dividem a cidade em quatro regiões e o último levantamento apontou que o setor 1 é o de menor incidência, com 1,2% (Arthur Marinho, 0,0; Centro 1 – entre Edu Rocha e Antonio Maria), 2,1; Cervejaria, 0,0; Dom Bosco, 0,0, e Generoso, 0,0). O setor 4 também apresentou redução, 1,6% (Aeroporto, 1,4; Guarany, 5,9; Jardim dos Estados, 1,9; Nova Corumbá, 0,9, e Popular Nova, 1,4).

 

Já o setor 2 está com 4,6% (Beira Rio, 0,0; Centro 2 – entre Antonio Maria e Albuquerque – 4,9; Industrial, 0,0; Maria Leite, 5,4; Previsul, 11,8, e Universitário, 0,0), e o setor 3 está com 6,8% (Centro América, 7,5; Cristo Redentor, 13,2; Guatós, 0,0; Nossa Senhora de Fátima, 2,5, e Popular Velha, 0,0).

 

Os principais responsáveis pelos altos índices de infestação continuam sendo os depósitos de água em nível de solo, A2, com 71%, seguido dos depósitos fixos (calha, laje, ralos, sanitários em desuso, etc), o C, com 15,6%; dos depósitos móveis (vasos e pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais, etc), B, com 6,7%, e de lixo e outros resíduos sólidos, o D2, também com 6,7%.