Índice de infestação do mosquito da dengue cai 50% em Corumbá

O índice de infestação predial do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, caiu 50% em Corumbá em relação ao mês de março. É o que apontou o último Levantamento de Índice Rápido de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa) que detectou uma incidência de 5,2%, bem abaixo dos 10,4% registrados no segundo ciclo.

 

O LIRAa, terceiro ciclo, foi realizado nos dias 02 e 03 de maio e o resultado não é motivo para comemorações. Conforme a coordenadora-geral de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde da Prefeitura, Viviane Ametlla, a cidade ainda está com alto risco da doença, e que as ações devem continuar de forma intensa para reduzir ainda mais. “Houve uma queda de 50% mas continuamos com um índice alto. Temos que trabalhar ainda mais para ficasrmos abaixo de 1%, índice preconizado pelo Ministério da Saúde”, disse Viviane.

 

Conforme o levantamento, todas as regiões de Corumbá ainda estão com índices acima do aceitável. O setor 01 formado pelos bairros Arthur Marinho, Cervejaria, Dom Bosco, Generoso e Centro 1 (da Edu Rocha até a Antônio Maria), está com 1,9%; setor 02, Beira Rio, Centro 2 (da Antônio Maria até Albuquerque), Industrial, Previsul, Maria Leite e Universitário, 6,2%; setor 03, Centro América, Cristo Rendentor, Guatós, Nossa Senhora de Fátima e Popular Velha, 6,1%; e o setor 04, formado pelo Aeroporto, Guarany, Jardim dos Estados, Nova Corumbá e Popular Nova, com índice de infestação de 6,4%.

 

Desta vez, o bairro com maior incidência foi o Guatós com 20,4%, seguido do Industrial com 20,0%; Popular Nova com 13,5%; Jardim dos Estados com 9,7%; Universitário com 9,4%; Guarany e Previsul com 8,7%; Maria Leite    com 8,3%; Popular Velha com 6,8; Cervejaria com 6,1%; Nova Corumbá com 5,2%; Arthur Marinho com 4,0; Nossa Senhora de Fátima com 3,6%; Centro 2 com 3,5%; Cristo Redentor com 2,9%; Centro América com 1,7%; Centro 1 com 1,7%; Aeroporto com 1,0%; Beira Rio, Dom Bosco e Generoso, todos com índices zerado.

 

Outro dado importante é que com relação aos principais criadouros. Mais uma vez, os depósitos ao nível de solo, A2, foram os principais responsáveis pela incidência com 82,7%, seguido de depósitos móveis (vasos e pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais, enytre outros) B, com 10,7; depósitos fixos (calha, laje, ralos, sanitários em desuso, entre outros), C, e pneus e outros materiais rodantes, D, ambos com 2,7; e depósitos elevados ligados a rede, A1, com 1,3%.