Festival América do Sul começa nesta quinta-feira em Corumbá

Durante os próximos cinco dias, Corumbá se transforma na capital da cultura sul-americana com a realização da nona edição do Festival América do Sul. A abertura oficial está marcada para as 19 horas, no Palco das Américas, montado na Praça Generoso Ponce. O FAS conta com as participações de 10 países, Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. É uma promoção do Governo de Mato Grosso do Sul, Prefeitura Municipal de Corumbá, e curadoria compartilhada do Memorial da América Latina. Conta com o patrocínio do Banco do Brasil, Petrobras, Sebrae, Vale, Enersul, Andorinha e Governo Federal. Tem apoio do Moinho Cultural Sul-Americano e Instituto Homem Pantaneiro.

A solenidade de abertura contará com as presenças de autoridades de todo o Estado e será marcada também pelas homenagens à ativista cultural Heloisa Helena da Costa Urt, ex-diretora-presidente da Fundação de Cultura e Turismo da Prefeitura de Corumbá; aos músicos Dino Rocha e José Antonio Monaco Filho (Badu); à arquiteta Maria Margareth Escobar Ribas Lima, e o escritor uruguaio Leonardo Garet.

Após a queima de fogos, o público presente poderá presenciar três shows musicais. O primeiro será com um dos homenageados, o músico sul-mato-grossense Dino Rocha, que se apresenta a partir das 20 horas. Ele abre a programação de música no Palco das Américas. Será seguido de Osmar da Gaita, outro sul-matogrossense que tem promete um belo espetáculo com músicas regionais sul-mato-grossenses e gaúchas, sem deixar de lado as músicas caipiras, o sertanejo de raiz, o sertanejo universitário e até mesmo algumas que marcaram os anos de ouro da Música Popular Brasileira (MPB). A apresentação está marcada para a partir das 21 horas.

A noite no Palco das Américas será encerrada com o Grupo Sávia Andina, da Bolívia. Fundado em 1975, o grupo tem mais de 45 discos gravados em vários países sul-americanos como Argentina, Brasil, Equador, Colômbia e em seu país de origem. Muito premiados e reconhecidos internacionalmente, o grupo é uma das maiores referências da música andina no mundo.

Programação

O primeiro dia do Festival reserva ainda outras atrações, como visitação pública à Estação Natureza Pantanal, da Fundação Grupo Boticário, com sua exposição interativa e sessões das 09 às 12 horas e das 14 às 18 horas; ao Muhpan (Museu de História do Pantanal), com a exposição: Memórias do Pantanal Rupestre, pintura acrílica sobre tela do artista Jonir Figueiredo, das 13 às 17h30.

Visitação turística à Casa do Artesão, das 08 às 17 horas, uma oportunidade para conhecer e adquirir peças artesanais da região. O público terá oportunidade de presenciar também a abertura da Feira dos Países que vão expor seus produtos artesanais no Pavilhão dos Países, na Praça Generoso Ponce, às 20 horas. No local, a mostra internacional do Paraguai, Bolivia, Chile, Equador, Venezuela, Uruguai, Argentina, Colômbia e Peru, e a mostra do Brasil com o artesanato de Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Distrito Federal. Também à noite, após a abertura, a inauguração da Galeria dos Homenageados instalada na Praça Generoso Ponce, às 20 horas.

As artes plásticas também estarão presentes no festival. No Centro de Convenções do Pantanal de Corumbá Miguel Gómez, a partir das 20 horas, abertura da exposição A Mão da América, baseada na célebre escultura de Oscar Niemeyer localizada em São Paulo, que foi inspirada na obra ‘As veias abertas da América Latina', do escritor Uruguaio, Eduardo Galeano, além de aproximadamente 25 obras de artistas renomados, tais como Braun Vega (Perú), Caciporé Torres (Brasil), Elifas Andreatto (Brasil), Nino Milan (Brasil), Nora Chernafosky (Argentina), Daniel Cerda e Gonzalo Latoja (Chile), entre outros.

Ainda no Centro de Convenções, também a partir das 20 horas, a abertura da exposição Cia Matte Larangeira – Fragmentos da história de MS, importante ciclo econômico na região sul de Mato Grosso, que teve seu inicio por volta de 1890, por conta da Companhia Matte Larangeira. A exposição recupera parte da história de um dos mais importantes movimentos econômicos da região, que viria a se tornar Mato Grosso do Sul. A mostra reúne fotografias e documentos históricos, mantidos pelo Arquivo Público Estadual.