Em Albuquerque, comunidade prepara Festa do Senhor Divino

Em Albuquerque, distrito localizado a 70 quilômetros da área urbana de Corumbá, a comunidade já se mobiliza para a realização da tradicional Festa do Senhor Divino Espírito Santo, celebrada entre os dias 24 e 27 de abril. Nesta terça-feira (10), os moradores da localidade comemoraram o encerramento da primeira etapa da coleta de donativos, iniciada no último domingo.

O Coral Cidade Branca e a Banda de Música Manoel Florêncio participaram dos festejos, realizados na casa do presidente da ADESA (Associação dos Festeiros e Amigos do Senhor Divino Espírito Santo de Albuquerque), Nirton de Pinho. Agora os festeiros vão percorrer os assentamentos e fazendas da região recolhendo óbolos e convidando as pessoas para a comemoração.

"A festa do Senhor Divino de Albuquerque é uma das mais tradicionais manifestações religiosas da cidade. Por isso a Prefeitura, por meio da Fundação de Cultura e Turismo do Pantanal, apóia e participa dessa comemoração", afirmou o superintendente de Cultura de Corumbá, José Antônio Garcia. No próximo dia 24, a Oficina de Dança é uma das atrações da noite. No dia 25, a Banda e o Coral se apresentam novamente.

De acordo com a Igreja católica, o Divino Espírito Santo começou a ser festejado em Portugal no início do século XIV. Os festejos surgiram no Brasil nos tempos coloniais, no reinado de Dom João VI. No século XVII espalhou-se por todas as colônias portuguesas, tornando-se tradicional em estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Curiosamente, a denominação de imperador, para o principal festeiro do evento, originou-se do fato de Dom Pedro I ter sido Imperador e não Rei do Brasil. A celebração acontece cinquenta dias após a Páscoa, comemorando o dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu do céu sobre os apóstolos de Cristo sob a forma de línguas como de fogo, segundo conta o Novo Testamento.

Desde seus primórdios, os festejos do Divino, realizados na época das primeiras colheitas no calendário agrícola do hemisfério norte, são marcados pela esperança na chegada de uma nova era para o mundo dos homens, com igualdade, prosperidade e abundância para todos.