Piso do professor da Reme em Corumbá é 18% maior que o nacional

A política salarial estabelecida pelo prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT) desde o início da sua primeira gestão, continua sendo seguida à risca em Corumbá. Isto ficou comprovado esta semana com a definição do novo piso nacional do magistério por 40 horas trabalhadas, anunciado pelo Ministério da Educação, que é de R$ 1.451,00, 18,46% abaixo do que a Prefeitura corumbaense para aos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme), R$ R$ 1.719,20.

Conforme informações da Gerência de Recursos Humanos da Prefeitura de Corumbá, o piso de R$ 1.719,20 é referente ao salário base do professor com magistério, em início de carreira. Já o profissional com graduação, por 40 horas de serviço, tem salário base de R$ 2.456,00; com pós-graduação, R$ 3.131,40; com mestrado, R$ 3.929,60, e com doutorado, R$ 4.912,00, todos em início de carreira.

Em Corumbá, os salários pagos aos profissionais da educação fazem parte de uma política adotada pelo prefeito Ruiter Cunha, que é investir no servidor, refletindo diretamente no atendimento à população. Pensando dessa forma, o chefe do executivo municipal adotou esta política desde o início da sua primeira gestão, quando encontrou um grave problema na Prefeitura. Na época, 1,2 mil servidores recebiam vencimentos que variavam de R$ 90,45 a R$ 236,16, abaixo do salário mínimo na época (dezembro de 2004), que era de R$ 240.

Entre as inúmeras conquistas dos profissionais da educação foi a Lei Complementar nº. 143, aprovada em junho de 2011, que estabeleceu a política de reajuste salarial do Poder Executivo, cujos valores variam de acordo com o nível de qualificação e tempo de serviço do profissional, seguindo a lógica de quem se capacita mais, ganha mais. Com as políticas adotadas por Ruiter, os salários dos professores da Reme ultrapassam vencimentos dos profissionais do Estado e de escolas privadas de Corumbá. Além disso, ao remunerar melhor quem possui pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado), o prefeito está incentivando a classe a buscar qualificação.

Desde 2007, os professores podem pedir até um ano e seis meses de afastamento remunerado para aprimoramento profissional. Logo após o período no meio acadêmico, eles retornam às salas, mais preparados. E o incentivo já surtiu resultados: 73% dos 754 professores efetivos do Município são especialistas. "Trata-se de uma política de incentivo à qualificação, oferecendo atrativos à pós-graduação. Isso faz do nosso professor qualificado um dos mais bem remunerado do Estado", comemora Ruiter.