Caprichosos faz viagem ao passado e lembra profecia dos maias

Campeã do grupo de acesso em 2011, a Escola de Samba Caprichosos de Corumbá foi a primeira agremiação a se apresentar neste segundo dia de desfile em Corumbá, agora pelo grupo principal. Fundada em 29 de setembro de 2005, a agremiação presidida por Arturo Ardaya, que ir mais longe. Para conseguir se firmar de vez entre as grandes de Corumbá, se inspirou no viajante Cristóvão Colombo com o enredo "1492 – 520 anos antes, 520 anos depois: a história da conquista de um continente banhado a ouro, prata e sangue", para tentar o seu segundo título consecutivo.

Fez um desfile bonito, contagiante, proporcionando alegria e um pouco de cultura na passarela do samba, como também propiciou um momento de reflexão sobre a colonização do continente americano. Buscou contar a origem do povo americano, após o engano de Cristóvão Colombo que pensou ter chegado às Índias. E foi justamente esta chegada que sua comissão de frente procurou representar, com direito à alegoria caravela. Em seguida, veio o carro abre alas com destaque para a onça, nativa da região, símbolo da escola.

A Caprichosos propiciou uma aula de história em plena passarela do samba. Por meio de suas alas, procurou apresentar os primeiros nativos que tiveram contatos com os europeus, na chegada de Colombo, os índios Aruaque, representados também pela sua bateria com 120 ritimistas, e a bela rainha Cartilene, a onça guerreira.

Do extremo norte das Américas, vieram os esquimós, os moicanos, sioux, os astecas, incas, os maias, como também os nativos brasileiros, tupinambás, guaicurus e guaranis, povos que já habitavam o continente na chegada de Colombo. Contou um pouco das influências e costumes herdados dos nativos daquela época, como o milho, chocolate, erva mate, batata e a pimenta; falou das missões dos jesuítas, dos bandeirantes (com destaque para o Marechal Rondon).

Contou ainda a história dos maias que já há mil anos, tinham um calendário de 365 dias, baseado na astronomia e com muitas previsões astrológicas. E foi com uma dessas profecias que a escola encerrou seu desfile. Para os maias, 2012 seria o fim do mundo. Só que, para os nativos, como conta o enredo da Caprichosos, o fim de seu mundo foi 520 anos atrás, com a chegada de Colombo ao continente americano.