Saúde montará posto de vacinação contra Influenza A na fronteira

A Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Corumbá já iniciou entendimentos com a Secretaria Estadual e com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para estabelecer uma estratégia de ação visando conter o avanço do vírus A, causador da Influenza A (H1N1), em virtude da confirmação de casos no Departamento de Santa Cruz, Bolívia. A intenção é montar um posto de vacinação na fronteira com o país vizinho e imunizar todas as pessoas que estiverem entrando em território brasileiro.

Foi o que informou nesta quarta-feira, a coordenadora geral de Vigilância em Saúde da Prefeitura, Viviane Ametlla, que tratou do assunto também na reunião do Comitê Municipal de Combate à Dengue, que aconteceu no final da manhã. "Os casos na Bolívia são preocupantes e precisamos estar atentos para evitar que o vírus A circule na nossa fronteira. Em um primeiro momento, deveremos montar um posto de vacinação no lado brasileiro, junto à estrutura mantida pela Anvisa, e vacinar todas as pessoas que entrarem ao Brasil", reforçou.

Viviane lembra que uma campanha de vacinação contra a H1N1 já foi realizada este ano no Brasil, como parte de uma estratégia adotada pelo Ministério da Saúde, e que Corumbá cumpriu todas as metas estabelecidas. "Mesmo assim, temos que tomar todo cuidado e uma das principais medidas, será esta campanha de vacinação na fronteira. Vamos aproveitar e vacinar as pessoas que entram no Brasil, por Corumbá, também contra a febre amarela", explicou.

Casos confirmados

No Departamento de Santa Cruz, as autoridades de saúde boliviana confirmaram 372 casos. O site de notícias Eldeber divulgou informações de Roberto Torres, do setor de Epidemiologia dos Serviços de Saúde daquele país, dando conta de que a expectativa é pela redução de casos, levando-se em conta o número de infecções registradas nas últimas duas semanas.

Um dos principais problemas enfrentado na Bolívia, conforme o Eldeber, é que não há vacina suficiente para imunizar as pessoas contra a gripe H1N1, e que diante disso, os hospitais públicos podem enfrentar problemas para atender os pacientes. "Se a contingência continuar, o sistema entrará em colapso", disse Joaquín Monasterio, diretor do Serviço de Saúde ao Eldeber, justificando a necessidade de estimular a emergência e, assim, dar uma resposta ao povo, que está alarmado com o aumento constante dos casos positivos de gripe A, que já causou três mortes em Potosi, Santa Cruz e Tarija, além de um quarto que está em investigação na cidade de San Juan de Dios.