Corumbá registra o mais baixo índice de dengue dos últimos anos

Corumbá registrou neste início de julho o mais baixo índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, dos últimos três anos. Foi o que apontou quarto ciclo do Levantamento de Índice Rápido de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), realizado nos dias 04 e 05, que detectou uma incidência de 0,57%, bem abaixo do aceitável pelo Ministério da Saúde, que é de até 1,0%. Os números foram apresentados na manhã desta quinta-feira (07) pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), ligado à Secretaria Municipal de Saúde, que realizou o trabalho de campo.

Conforme a médica veterinária Viviane Ametlla, coordenadora geral de Vigilância em Saúde, a redução da infestação deve-se justamente ao trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Corumbá nos últimos anos. "Estamos realizando um trabalho constante, eliminando focos, combatendo a doença e orientando a população para manter seus imóveis limpos, livres de focos. Isto tem dado resultado e, hoje, estamos com baixo risco da doença", comentou. Ela lembra que toda a campanha tem tido apoio de inúmeros parceiros, como do Exército, da Marinha do Brasil, entre outros.

A coordenadora destaca que o índice apontado pelo último LIRAa foi o mais baixo dos últimos três anos. Em 2009, os seis ciclos realizados, apresentaram incidência de 1,9%, 5,5%, 3,2%, 2,7%, 1,4% e 1,5%, respectivamente. Já em 2010 foram 3,1%, 3,1%, 0,9, 1,4%, 1,0% e 1,5%. Neste ano, nos três primeiros ciclos, os índices foram de 2,2%, 2,5% e 1,29%. "Agora, registramos em toda a cidade, 0,57%, abaixo do aceitável pelo Ministério da Saúde, mas nem por isso podemos nos descuidar. Temos que continuar os trabalhos de forma intensa e contar com o apoio da população que deve continuar atenta, eliminando os focos de proliferação do mosquito", pregou Viviane.

O levantamento foi realizado nos bairros Centro América, que apresentou o mais alto índice da área urbana, com 1,89%; Popular Velha, com 1,61%; Aeroporto, com 1,22%; Centro 1 (da Rua Edu Rocha até a Antonio Maria Coelho) com 1,18%; Universitário, com 1,16%; Maria Leite, com 0,76%; Centro 2 (da Antônio Maria Coelho até a Rua Albuquerque), com 0,59; além dos bairros Arthur Marinho, Cervejaria, Dom Bosco, Generoso, Beira Rio, Industrial, Previsul, Cristo Redentor, Nossa Senhora de Fátima, Guatós, Guarany, Jardim dos Estados, Nova Corumbá e Popular Nova, todos com 0,00%.

Apesar de estar abaixo do índice aceitável pelo Ministério, o LIRAa apontou a necessidade de a população continuar atenta e eliminar os focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti dentro dos domicílios. Mais uma vez, a pesquisa de campo detectou incidência maior de infestação nos reservatórios de água localizados a nível de solo, responsáveis por 62,5% dos índices de infestação. Outra constatação mostra que a segunda e terceira maiores incidências também se encontram dentro dos domicílios. São os depósitos fixos (calha, laje, ralos, sanitários em desuso, etc.), com 25%, seguido pelos depósitos móveis (vasos e pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais, etc.), com 12,5%.