Dengue: Corumbá registra redução de 150% em relação a 2010

Corumbá registrou 236 notificações de dengue até a 20ª semana epidemiológica. Os números foram revelados na manhã desta terça-feira (24) pela Secretaria Municipal de Saúde e representam uma redução de 150% em relação ao mesmo período de 2010, quando, nesta época, estava com 1.573 casos. A queda se deve às ações contínuas de prevenção e combate à doença, iniciadas ainda em 2010, antes mesmo do início do verão, época propícia à proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Este ano, o maior número de notificações foi registrado na 13ª semana, 28 casos, sendo o período com maior intensidade. Começou com 27 na 11ª, 26 na 12ª e 27 na 15ª semana epidemiológica. Na última semana, a 20ª, foram somente quatro casos notificados. A diminuição se deve também às ações desenvolvidas nos últimos dias, após a realização do Levantamento de Índice Rápido de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), terceiro ciclo, realizado nos dias 02 e 03 de maio, que apontou uma incidência de 1,29%, abaixo dos dois primeiros do ano que registraram 1,9% em janeiro e 2,5% em março.

Com o levantamento, agentes de endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e parceiros, desenvolveram um trabalho concentrado nas regiões cujos índices foram acima do aceitável pelo Ministério da Saúde: Guaranay, Jardim dos Estados, Centro América, Popular Velha, Maria Leite, Dom Bosco, Popular Nova, Universitário, Guatós, Centro 1 e 2 e o Cristo Redentor. O setor de Vigilância Sanitária também atuou, notificando proprietários de imóveis que apresentaram larvas positivas para o Aedes aegypti, com base na Lei Complementar 102/2007, que prevê punições para quem coloca em risco a saúde pública, não mantendo seus imóveis limpos, livres de focos de doenças.

Os agentes da Estratégia de Saúde da Família também auxiliaram os agentes de endemia na eliminação de focos, tratamento e instalação de capas em reservatórios localizados a nível de solo, responsável por 68,4% do índice de infestação nas residências; eliminação da água dos vasos de plantas, água em depósito atrás do refrigerador, mangueira de ar condicionado e outros, no interior dos imóveis residenciais; tratamento com cal virgem os chamados depósitos fixos, além da retirada de lixo e outros materiais que poderiam acumular água da chuva, evitando proliferação do mosquito.