Saúde realiza LIRAa para medir incidência de dengue na cidade

A Prefeitura de Corumbá realiza nos dias 02 e 03 de maio, mais um Levantamento de Índice Rápido de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), que vai auxiliar a Secretaria de Saúde nas ações de combate à dengue na área urbana do Município. O trabalho será desenvolvido pelos agentes de endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Nos dois dias deverão ser visitados mais de 1.7 mil imóveis, distribuídos em 257 quarteirões.

Este será o terceiro ciclo biológico de 2011 e está a cargo de uma equipe composta por 62 pessoas, sendo 54 agentes de endemias, seis supervisores de áreas e dois supervisores gerais. Com o diagnóstico do LIRAa, a secretaria vai identificar o nível de infestação e vulnerabilidade em relação à dengue por regiões, inclusive os bairros com maior índice de infestação predial, bem como os tipos de depósitos ou criadouros, para intensificação as ações nestas áreas.

O levantamento será feito por amostragem. Serão visitados os bairros Arthur Marinho, Cervejaria, Dom Bosco, Generoso e Centro 1 (resultado da divisão do bairro Centro para fins de amostragem para o LIRAa, estendendo-se dos limites da Rua Edu Rocha até a Rua Antonio Maria), chamado de estrato 1, composto por 43 quarteirões e 427 imóveis. No estrato 2 serão visitados os bairros Beira Rio, Centro 2 (da Rua Antonio Maria à Rua Albuquerque), Maria Leite, Universitário, Industrial e Previsul. O levantamento será feito em 63 quarteirões, com visitas a 428 imóveis.

Já no estrato 03, os bairros trabalhados são Centro América, Cristo Redentor (composto por: Vitória Régia, Cristo Redentor e Cravo 1, 2 e 3), Nossa Senhora de Fátima, Popular Velha e Guatós, composto por 72 quarteirões e 430 imóveis. No estrato 04, os agentes estão visitando 428 imóveis, localizados em 79 quarteirões nos bairros Aeroporto, Guarani, Jardim dos Estados, Nova Corumbá e Popular Nova.

Notificações

Informações da secretaria dão conta que, em 16 semanas epidemiológicas, Corumbá registrou 218 notificações da doença, bem abaixo do ocorrido em 2010. Naquele ano, até o mês de março, por exemplo, já haviam sido notificados 1.174 casos. A redução se deve justam ente aos trabalhos realizados de forma ininterrupta, como uma mega operação desencadeada em outubro de 2010, envolvendo agentes de endemias, fiscais da Vigilância Sanitária, militares do Exército Brasileiro e da Marinha, brigadistas do PrevFogo e agentes ambientais, entre outros.