Números apontam redução da dengue na cidade em relação a 2010

Em Corumbá, números apontam redução da dengue em relação a 2010

As ações desenvolvidas pela Prefeitura de Corumbá resultaram na redução de notificações da dengue na cidade em 2011. Nas primeiras nove semanas epidemiológicas do ano, a Secretaria Municipal de Saúde notificou 102 casos, com seis positivos. Em 2010, nas 12 primeiras semanas, o município já estava com 1.011 notificações e 195 casos confirmados. A queda foi detectada também no Levantamento de Índice Rápido de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), realizado nos dias 10 e 11 de março, que fechou com um índice de infestação predial de 2,5% na região urbana, considerado risco moderado, 1,5 acima do aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de até 1%. No ano passado, foi de 3,1%.

Este foi o segundo LIRAa do ano e, em relação ao primeiro, realizado nos dias 4 e 5 de janeiro, o aumento foi de 0,3%, sobre os 2,2%. As informações são da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde, segundo a qual o levantamento apontou ainda que os maiores vilões continuam sendo os reservatórios localizados a nível de solo (A2), com 52,6%; lixo doméstico (D2), com 18,4%, e depósitos móveis – vasos e pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais, etc. (B), com 15,8%. O LIRAa foi executado pelos agentes de endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), com apoio de soldados do Exército Brasileiro.

A coordenadora geral de Vigilância em Saúde, médica veterinária Viviane Ametlla, confirma que os números estão abaixo de 2010. "Proporcionalmente, estamos bem abaixo de 2010. Isto se deve às ações que estão sendo desenvolvidas na cidade para eliminação de focos do Aedes aegypti", explicou, acrescentando: "Mesmo com a quantidade excessiva de chuva, que foi muito maior que no ano passado, conseguimos reduzir os números". Ela lembra que, desde outubro de 2010, a Prefeitura mantém uma operação de combate e eliminação dos focos do Aedes aegypti, com apoio de parceiros.

"Os trabalhos estão sendo intensos e vão desde roçada de matagal, como retirada de entulho, eliminação de focos, bloqueio mecânico e, principalmente, de orientação à comunidade", reforça Viviane, prosseguindo: "Além disso estamos com a mesma circulação viral dos anos anteriores, por isso estamos mantendo os índices com queda nas notificações. Mas, apesar de todas as ações realizadas, ainda há risco para surgimento de uma nova epidemia, se houver a entrada de um novo sorotipo na cidade. Por isso mesmo precisamos continuar atentos e a população também precisa fazer o dever de casa, eliminando os focos".

A redução dos índices é visível. No entanto, a coordenadora explicou que os reservatórios de água localizados a nível solo continuam sendo os principais responsáveis pela proliferação do mosquito transmissor da dengue na cidade. "As equipes do CCZ e os soldados do Exército continuam intensificando as ações, visando eliminar estes focos, orientando os moradores, mas, infelizmente, ainda constatamos que os reservatórios, que continuam sendo os principais depósitos de procriação do mosquito, seguidos do lixo doméstico e depósitos móveis, que dependem mais de uma ação da própria população", observou.

Maior incidência

O levantamento concluído na sexta-feira detectou que o centro dois, entre as ruas Antônio Maria Coelho e Albuquerque, é a principal região responsável pela incidência de 2,5% na cidade, com índice de infestação predial de 5,66%, seguido do Cristo Redentor com 4,96%; Jardim dos Estados com 4,76%; Dom Bosco com 4,23%; Popular Nova com 3,64%; Centro América com 3,23%, Popular Velha com 3,13%; Nova Corumbá com 2,50%; Generoso com 2,17%; Maria Leite com 1,27%; Aeroporto com 1,23, e o centro um, da Rua Edu Rocha até a Rua Antonio Maria Coelho, com 0,54. Os bairros Arthur Marinho, Cervejaria, Beira Rio, Universitário, Industrial, Previsul , Nossa Senhora de Fátima, Guatós e Guarany, não registraram focos.