MEC realiza pesquisa baseada na Educação do Campo de Corumbá

A gestão da educação infantil do campo em Corumbá será o modelo da região Centro-Oeste em uma pesquisa sobre as estruturas administradas por gestores municipais. O levantamento é realizado pelo Ministério da Educação nas cinco regiões do Brasil e servirá de base para a elaboração de um estudo que vai auxiliar a aplicação de políticas específicas para o ensino infantil em todo o país. Uma consultora do MEC visita nesta quarta e quinta-feira (23 e 24) escolas localizadas na zona rural do município pantaneiro para conhecer as políticas adotadas pela Rede Municipal de Ensino (Reme).

As longas distâncias e influência direta do clima no acesso dos alunos aos prédios escolares foram alguns dos pontos que chamaram a atenção do MEC. "Corumbá teve uma peculiaridade que possibilitou sua seleção, tendo sido indicada devido os diferenciais que podem colaborar para o país como uma experiência exitosa", disse Gilmara Silva, consultora do MEC. "Apesar das longas distâncias, dificuldades climáticas, como a seca ou chuva excessiva, além do Pantanal que isola comunidades, a educação de maneira geral, inclusive infantil, tem ido e atendido todas as localidades. O Governo Federal quer saber como é que Corumbá está fazendo para atender todos os munícipes", complementou.

A pesquisa pretende avaliar de qual forma a Prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria Municipal de Educação, garante estrutura para o cumprimento dos 200 dias letivos, as atividades pedagógicas desenvolvidas e a relação com a comunidade. "Os dados vão culminar em uma coletânea de experiências junto à educação infantil em todo o país", explicou Gilmara. O resultado do trabalho deve ser divulgado pelo MEC até maio deste ano. A gestão realizada na Reme corumbaense foi a única escolhida na região Centro-Oeste. Ao todo, 11 municípios brasileiros receberão as visitas dos consultores do MEC.

Em Corumbá, Gilmara vai conhecer as instalações das escolas-rurais Luiz de Albuquerque, Carlos Cárcano e pólo de Porto Esperança. Para o secretário municipal de Educação, Hélio de Lima, a escolha do município pantaneiro reflete os investimentos feitos pela Prefeitura Municipal para garantir o acesso à educação, direito previsto na Constituição Federal. "Serviremos de parâmetro para a melhoria da educação infantil no campo em todo o país, mostrando que estamos no caminho certo. Investindo e aprimorando cada vez mais", observou. Das sete escolas localizadas na área rural do município, seis possuem pré-escola, dotada de toda estrutura necessária para a garantia da aprendizagem nas séries iniciais.

Investimentos

Distantes da área urbana, as escolas municipais rurais e suas extensões recebem expressivos investimentos por parte da Prefeitura de Corumbá, com recursos próprios, e parcerias com o Governo Federal. Reformas, construção de quadras e melhorias nos transportes terrestre e aquático são alguns dos exemplos de que a administração do prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT) e de sua equipe de governo está determinada a melhorar a educação básica oferecida aos corumbaenses.

Promovendo a prática esportiva em local adequado, levando lazer e proporcionando aulas de educação física com qualidade, os alunos das escolas rurais agora contam com quadras cobertas. As novas instalações possuem arquibancadas e coberturas em estrutura pré-moldada de concreto armado. Os serviços foram executados pela Secretaria Executiva de Infraestrutura e Serviços Urbanos. As melhorias são realizadas com recursos do Fundo Municipal de Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb), cujos investimentos fazem parte do pacote anunciado pelo prefeito Ruiter em 2009.

Os alunos dos assentamentos contam com transporte escolar gratuito. São 13 ônibus para levar e buscar os estudantes. Desde 2009, oito veículos novos foram adquiridos. Para garantir que professores e equipe pedagógica possam acompanhar os trabalhos desenvolvidos nas Escolas das Águas, a Secretaria de Educação trocou as embarcações que fazem o transporte até aquelas regiões. Antigamente, a frota era composta por pequenos barcos com motores de 25 HP, o que fazia o transporte demorar, em média, seis horas até a Barra de São Lourenço, por exemplo.

Buscando otimizar o tempo e fazendo o apoio chegar bem mais rápido e com maior conforto, agora as viagens são feitas em embarcações maiores e com motores de 115 HP. São dois barcos exclusivos para os alunos, além da mesma quantidade para levar diretores, técnicos da secretaria e coordenadores pedagógicos.