Excesso de mosquitos é consequência das chuvas, diz secretaria

O secretário municipal de Saúde de Corumbá, Lauther da Silva Serra, apontou as medidas desencadeadas pela Prefeitura para combater o mosquito Aedes aegypti, tanto no perímetro urbano quanto nas cidades fronteiriças da Bolívia, como os fatores responsáveis pela redução dos casos de dengue na região. "Nossa ação começou no ano passado, ainda no período da estiagem, e foi sendo intensificada conforme se aproximava o período de chuvas", lembrou, enfatizando o trabalho conjunto de todas as secretarias e do Exército Brasileiro contra a doença.

"A Secretaria de Infraestrutura, por exemplo, foi muito importante neste processo. Hoje são centenas de homens fazendo o serviço de capinação e eliminação de possíveis focos do mosquito", exemplificou. Sobre a grande incidência de mosquitos que tem tirado o sossego da população nos últimos dias, a coordenadora geral de Vigilância em Saúde da Prefeitura, médica veterinária Viviane Ametlla, explicou que o fato está diretamente relacionado ao aumento no volume de chuva registrado neste ano.

"Nesta época do ano é comum o aparecimento destes insetos. O que mudou foi a quantidade de chuva, que aumentou em relação aos anos anteriores, o que também interferiu na presença dos mosquitos". Segundo Viviane, a espécie mais frequente na região é a culex SP, bem diferente do Aedes aegypti, causador da dengue. Ela voltou a enfatizar que, hoje, com o atual quadro apontado pelo Levantamento de Índice Rápido de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), é desnecessária a utilização do inseticida malation (fumacê) na região, uma vez que as notificações da doença estão bem abaixo do registrado em anos anteriores.

A médica veterinária também reforçou que a utilização do fumacê neste momento atrapalharia o trabalho desenvolvido durante todo o período. "Se utilizarmos o inseticida agora, poderemos reduzir o número de mosquitos que têm incomodado a população, porém, quando acabarem as chuvas, caso surja uma epidemia de dengue, os mosquitos estarão resistentes, diminuindo a ação do fumacê e não surtindo o efeito que deveria", explicou.