Igreja Matriz de Corumbá abriga grande acervo histórico e religioso

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, situada em frente à Praça da República, no centro de Corumbá, abriga diversas relíquias religiosas e curiosidades. Nesta quarta-feira (2), dia em que se celebra a padroeira da Cidade Branca, diversos fiéis vão à igreja, fundada em 4 de agosto de 1877 por Frei Mariano, onde podem viajar ao passado no mais antigo tempo religioso de Mato Grosso do Sul.

As pareces medem de 60 centímetros a dois metros e meio de espessura, sendo que uma delas guarda uma curiosidade. Próximo ao altar principal, do lado esquerdo, está o túmulo de Dom Vicente Maria Priante, fundador da congregação das "Irmãs de Jesus Adolescentes", que foi sepultado em 1894.

Logo na entrada do templo, uma pia armazena água benta, fruto de doação à paróquia pela tradicional família Cavassa, há mais de 100 anos. Dentro do local santo, há um confessionário datado de 1874, onde Frei Mariano ouvia os fiéis. Entre as relíquias está um conjunto de quatro sinos de ferro fundido, instalados na época da fundação na torre da catedral. Neste mesmo local está um relógio que entrou para o folclore popular após episódio lendário. O objeto teria sido o pivô do desapontamento de Frei Mariano com o povo corumbaense.

Doadas pela família de Alfonso Aldorno Santa Lucci, em 1982, há duas peças em madeira, sendo uma réplica em madeira do quadro "Primeira Missa no Brasil", de Victor Meirelles. Confeccionado em mesmo material, um oratório retrata outra produção artística: a Pietá, imagem clássica em que Nossa Senhora aparece com Cristo nos braços.

A imagem de Nossa Senhora da Candelária, padroeira da cidade, é uma das peças mais antigas da Igreja Matriz, tendo sido totalmente restaurada, além de duas peças que retratam Jesus Cristo crucificado e um esplendor. O acervo também abriga uma peça de Nossa Senhora de Fátima talhada em madeira, documentos e livros do fundador da igreja.

O templo religioso passou por uma reforma em julho de 2005 e outra no fim de 2010. A primeira ocorreu após o forro do telhado da igreja rachar durante a celebração da Missa de Ramos, em abril daquele ano. Na época, ninguém ficou ferido e a missa foi transferida para o lado de fora do prédio. Entre as melhorias realizadas após envolvimento da comunidade paroquial, está a colocação de piso antiderrapante na escadaria que leva ao interior e a mudança da pintura da fachada e área interna.