Corumbá segue com celebrações a Nossa Senhora da Candelária

As celebrações do Dia de Nossa Senhora da Candelária, padroeira de Corumbá, continuam nesta terça-feira (1º) com orações e missas. A programação prevê, às 18h30, a realização do santo terço e, às 19 horas, santa missa com o tema "Maria une as Famílias", seguida do casamento comunitário. Às 23h30, haverá carreata da Igreja Nossa Senhora Aparecida até a catedral que leva o nome da santa, localizada em frente à Praça da Republica.

Nesta quarta-feira (2), dia de Nossa Senhora Candelária, haverá missa com batizados a partir das 7 horas. Em seguida, mais três celebrações, uma às 10h30, de bênçãos às autoridades; às 15 horas, da saúde com imagem do Senhor das Misericórdias de Puerto Quijarro; e outra após procissão, celebrada pelo bispo diocesano Dom Martinez. Durante a manhã, haverá também a tradicional quermesse da paróquia.

Padroeira

Os católicos acreditam que Nossa Senhora da Candelária foi quem deu a Luz da Verdade ao mundo e, por isso, sendo que os fiéis dos primeiros séculos invocavam-na como Senhora da Luz ou Senhora das Candeias. Conforme a devoção popular, durante a era cristã, toda mulher deveria ser purificada em cerimônia especial 40 dias após dar à luz um menino. Naquela época, Maria teria ido a Jerusalém apresentar-se ao templo, como determinava a Lei de Moisés. Em seus braços levava o pequeno menino Jesus. O ato de purificação das mães era denominado "das Candeias", como menção ao trajeto de Maria até o Templo, como uma procissão, na qual os acompanhantes levavam velas acesas.

Ao entrar no templo, Maria encontrou o ancião Simeão. Na criança que dormia braços da mãe, ele teria reconhecido o Messias Salvador que todos esperavam. Chorando de alegria, tomou o pequenino e rezou agradecido. "Agora posso morrer feliz, Senhor, pois meus olhos acabam de ver a Luz do mundo", teria dito, conforme passagem bíblica. A procissão dos luzeiros é proveniente de antigo costume dos romanos, pelo qual o povo recordava a angústia da deusa Ceres, quando sua filha Prosérpina foi raptada por Plutão, deus dos infernos, para tomá-la como companheira no império dos mortos. Esta tradição estava tão arraigada que continuou mesmo entre os convertidos ao cristianismo. Os primeiros padres da Igreja tentaram eliminá-la, mas não conseguiram.

Como aquela festa caía sempre no dia 2 de fevereiro, data em que os cristãos comemoravam a Purificação de Maria, o Papa Gelásio (492-496), resolveu instituir um solene cortejo noturno, em homenagem à Mãe Santíssima, convidando o povo a comparecer com círios e velas acesas e cantar hinos em louvor de Nossa Senhora. Esta celebração propagou-se por toda a Igreja Romana e, no ano de 542, o imperador romano Justiniano I instituiu-a no Império do Oriente, após ter cessado uma peste que grassava na região. As informações são do livro 112 Invocações da Virgem Maria no Brasil (1986), de autoria de Nilza Botelho Megale.