Vigilância Sanitária interdita 70% das lanchonetes na Feira Brasbol

Fiscalização realizada na manhã desta quinta-feira (16) na Feira Brasbol resultou na interdição de 70% dos estabelecimentos comerciais (lanchonetes) que funcionam no local. A ação foi desencadeada por fiscais do setor de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Corumbá, que constataram uma série de irregularidades, colocando em risco a saúde pública. Os proprietários foram notificados e somente poderão reabrir as lojas após cumprir as exigências estabelecidas pelo órgão.

A ação foi comandada pelo chefe do órgão municipal, Hélvio de Barros Junqueira, que é ligado à Secretaria Executiva de Saúde Pública. Conforme ele, foram encontradas as mais diferentes irregularidades, desde manuseio de alimentos até água servida escorrendo a céu aberto. "Das 10 lanchonetes existentes na feira, sete foram interditadas e outras três notificadas. As que foram lacradas somente serão reabertas após cumprir as normas legais", afirmou, alegando que a fiscalização ocorre em toda a cidade, com o objetivo de melhorar as condições dos estabelecimentos.

"Não estamos multando. Estamos lacrando os estabelecimentos sem condições mínimas de higiene e notificando outros, para que cumpram as determinações impostas pela legislação. A partir do momento que os proprietários cumprirem as exigências, poderão reabrir", explicou Hélvio, orientando os responsáveis a não romper o lacre. "Se isto acontecer, serão multados", reforçou.

A interdição das lanchonetes foi imediata. Ao mesmo tempo, os proprietários receberam um auto de infração, especificando as irregularidades encontradas. "As pessoas entram no comércio informal sem qualquer estrutura física. Tem que se adequar para continuar em atividade", argumentou o chefe da fiscalização. Ele apontou que, além de as pessoas manusearem os alimentos sem vestimentas adequadas (luva, avental e touca), toda a água servida corre a céu aberto, "causando um forte odor. Eles precisam implantar uma fossa comunitária e canalizar a água servida", explicou.

Outro problema está relacionado à estrutura das barracas que precisam de pintura nova, eliminação de ferrugens, instalações elétrica e hidráulica adequadas, entre outras demandas. O presidente da Associação da Feira Brasbol, Jimmy Antezana, acompanhou a fiscalização e apoiou a iniciativa, principalmente pelo fato de "envolver questões de saúde pública", assumindo o compromisso de dialogar com cada proprietário para garantir o cumprimento das exigências.