Militares do 17º BFron levam bandeira de Corumbá para o Haiti

Marcos Boaventura

Prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT) entregou a bandeira de Corumbá ao comandante do Grupamento de Paz, tenente Solner

Os 52 militares do 17º Batalhão de Fronteira, que vão integrar o grupamento de ajuda humanitária no Haiti, receberam hoje (26) das mãos do prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT) e do comandante da organização militar, tenente-coronel Marcelo Dutra de Oliveira, as bandeiras de Corumbá e do Brasil. A cerimônia, marcada pela emoção, também foi o momento de despedida dos militares de seus familiares. O grupo saiu esta manhã para Campo Grande e embarca nesta sexta-feira (27), em uma aeronave da FAB, para Porto Príncipe, no país da América Central.

Entre lágrimas e abraços os familiares puderam se despedir dos entes queridos que levarão ajuda ao país devastado pelos terremotos de janeiro de 2010, que matou mais de 200 mil pessoas e deixou mais de 1,5 milhões de desabrigados. Ao todo são 60 homens do 17º Bfron que deixaram Corumbá para cumprir a Missão de Paz no Haiti (Minustah), coordenada pela Organização das Nações Unidas. O efetivo total treinado e enviado pela 18ª Brigada de Infantaria é de 125 militares.

Como parte da solenidade de despedida o tenente-coronel Dutra e o prefeito Ruiter entregaram as bandeiras do Brasil e de Corumbá para o comandante do grupamento da Força de Paz, o tenente Solner. Levando o principal símbolo do município pantaneiro até o país da América Central. Durante a entrega o prefeito destacou a grandeza da missão. “Os militares estão indo com a finalidade de levar a paz, socorro, auxílio para o Haiti e ajudar na recuperação daquele país. É uma experiência muito rica. Eles representam o povo brasileiro, pantaneiro e corumbaense na missão de paz da ONU”, enfatizou o prefeito. “Esperamos todos em fevereiro, com muita festa para dar as boas-vindas”, discursou Ruiter ao grupamento que ficará no Haiti durante 6 meses.

Para selar a entrega, o prefeito sugeriu ao comandante do grupamento que tire uma fotografia do grupo, já em terras haitianas, com as bandeiras recebidas. “Para marcar a presença da população corumbaense no Haiti”, declarou Ruiter. O comandante do 17º Bfron, que foi chefe de seção de treinamento e oficial do Estado Maior em 2003 no Timor Leste e em 2006 assistente do comando da Força de Paz no Haiti, frisou a importância da missão dos militares e com a vasta experiência em missões de paz ressaltou o preparo psicológico. “O preparo do militar não é só para atirar e sim ter equilíbrio para enfrentar diversas situações. O Haiti é um país muito pobre e todas as sensações são potencializadas por conta da distância da família, por isso a seleção de escolha dos militares é muito criteriosa”, explicou. “É um momento de crescimento profissional e pessoa”, complementou o tenente-coronel Dutra.

Despedida

Familiares e amigos proporcionaram momentos de grande emoção ao se despedirem dos militares, porém o foco do grupo é levar o calor humano recebido àqueles que necessitam. “A expectativa da missão é muito boa, apesar da tristeza de deixar a família. É uma oportunidade muito boa como profissional, fiquei feliz em ser selecionado e pretendo dar o melhor de mim”, disse o soldado Luís Ferreira de Arruda Neto. A mãe do jovem, Eveli Rodrigues, não conseguia esconder as lágrima. “No começo eu não queria que ele fosse, mas sei que ele vai para uma coisa boa”, confessou.

A lição que o cabo Claudomiro dos Santos da Silva quer tirar da experiência é dar mais valor a riqueza natural que Corumbá possui. “Temos água em abundância e potável. Apesar de não ser tratada a água do rio Paraguai dá para beber, senão não teríamos tantos ribeirinhos. O povo no Haiti nem água tem, tudo é muito pobre e muitas vezes não damos valor as coisas que temos”, frisou.

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