Ruiter elogia reedição do Projeto Rondon e ações na fronteira

Marcos Boaventura

Para o prefeito, o projeto é um exemplo de que, quando a vontade se junta ao planejamento e à solidariedade, tudo flui positivamente

Durante os próximos 20 dias, acadêmicos e professores universitários vão atuar juntos na busca da melhoria da qualidade de vida das populações mais carentes da região fronteiriça entre Corumbá/Ladário e Puerto Quijarro (Bolívia), por meio do atendimento nas áreas de saúde, educação e meio ambiente. As ações fazem parte do Projeto Rondon, do Governo Federal, lançado na noite desta segunda-feira (5), em solenidade no Centro de Convenções do Pantanal Miguel Gómez, e que mereceu elogios do prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT). “A iniciativa tem novos objetivos, mas o mesmo espírito de integrar o País. A reativação de boas iniciativas merece todos os elogios”, destacou.

O prefeito chamou a atenção ainda para a decisão do Governo Federal de também atender os vizinhos bolivianos, “colaborando para que as condições de vida melhorem do lado de cá, mas também do lado de lá da fronteira”. Para ele, o projeto é um exemplo para todos e traz a convicção de que, “quando a vontade se junta ao planejamento, com a união de interesses, com a solidariedade, tudo flui positivamente”. Por isso, enfatizou a presença dos jovens rondonistas, que deixam os bancos escolares e laboratórios da faculdade para exercitar, na prática, o que estão aprendendo, tendo a oportunidade do contato com a realidade e com as pessoas que mais necessitam de ajuda.

Projeto piloto

A equipe que desenvolve as ações em Corumbá e em Quijarro é composta por 10 acadêmicos, sendo cinco de Mato Grosso do Sul e cinco da Universidad Autónoma Gabriel René Moreno, de Santa Cruz de La Sierra (Bolívia), além de professores das duas instituições. Estanislau Monteiro Oliveira, conselheiro nacional do Projeto Rondon, explicou que, nos primeiros 10 dias, os trabalhos serão desenvolvidos na região de Corumbá. Após isto, o mesmo grupo segue para Quijarro, onde também permanece por 10 dias.

O conselheiro explicou que se trata de um projeto piloto que poderá ser estendido às demais regiões da Bolívia, bem como a outros países que fazem fronteira com o Brasil, em especial Paraguai e Peru. “Trata-se de uma operação especial de intercâmbio entre o Brasil e a Bolívia, idealizado pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério de Relações Exteriores. Após sua execução, estaremos reunidos durante três dias em Santa Cruz, avaliando o resultado para definir sua expansão”, explicou.

A ação está sendo desencadeada já nesta terça-feira (6), na comunidade do Assentamento São Gabriel, onde o grupo fica até esta quarta-feira. Na quinta e na sexta-feira, os trabalhos acontecem em Porto Esperança. Estanislau explicou ainda que o trabalho é focado na prevenção, voltado ao desenvolvimento sustentável, e vai atender também a região periférica da cidade, e outro grupo estará atuando paralelamente em Ladário.

O Projeto Rondon foi reeditado em 2005 pelo Governo Federal e envolve as mais diferentes áreas, com apoio das Forças Armadas, que proporcionam o suporte logístico e a segurança necessária às operações, da Associação Nacional dos Rondonistas, da União Nacional dos Estudantes, de Organizações Não-Governamentais, de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público e de Organizações da Sociedade Civil. Na região, a iniciativa tem apoio das Prefeituras de Corumbá e Ladário, bem como da Marinha do Brasil, por meio do 6º Distrito Naval.

O lançamento do projeto foi prestigiado ainda pelo prefeito ladarense, José Antônio Assad e Faria (PT), que destacou a integração que resultará da ação. Marcaram presença também o contra-almirante Domingos Sávio de Almeida Nogueira, comandante do 6º Distrito Naval; Marilena Dias Barreto dos Reis, presidente do Projeto Rondon no Mato Grosso do Sul; Ricardo Eboli, vice-prefeito de Corumbá; Juan Carlos Mérida Homero, cônsul boliviano, além de secretários municipais e outras autoridades.

Antônio Carlos – Subsecretaria de Comunicação Institucional