Programas dão atenção especial à saúde da mulher em Corumbá

Arquivo PMC
 

Com a ajuda de parceiros, Administração municipal tem desenvolvido uma política de atenção à saúde da mulher com foco na prevenção

Já nas primeiras horas do dia 23 de novembro de 2009, uma manhã de sol forte típica de Corumbá, servidoras do Centro de Saúde da Mulher, sugestivamente vestidas de branco e rosa, entregavam folhetos e conversavam com mulheres de todas as idades e regiões da cidade. Tratava-se de mais uma campanha da Prefeitura Municipal para conscientizar a população feminina sobre a necessidade de detectar precocemente a presença do câncer de mama, possibilitando o aumento das chances de cura. Iniciativas como esta, geralmente com parceiros públicos ou privados, são apenas parte de uma política de atenção especial à saúde da mulher desenvolvida pela Administração municipal.

“As unidades de saúde fazem o rastreamento e, se o exame apontar qualquer tipo de alteração, encaminham as pacientes ao Centro de Saúde da Mulher, que dispõe de uma equipe capacitada para o atendimento”, explica a médica ginecologista e obstetra Flávia Murta Resende, responsável pelo Programa Municipal de Prevenção do Câncer de Colo Uterino e de Mama. Em 2009, 5.062 mulheres corumbaenses foram examinadas para prevenção do câncer de mama, sendo 1.921 na faixa etária entre 40 e 59 anos, na qual há maior incidência da doença. Destas, 28 foram encaminhadas para cirurgia e quimioterapia, ambos os procedimentos realizados na cidade, este último no Centro de Prevenção e Tratamento em Oncologia Dr. Hugo Costa.

No caso do câncer de colo de útero, o programa garante que todas as unidades da rede de saúde ofereçam o exame preventivo, a partir do qual, quando constatada qualquer alteração, a paciente segue para acompanhamento específico no Centro de Saúde da Mulher, onde é feito o exame colposcopia. Quando a doença é confirmada, inicia-se o tratamento completo até a cura. Em 2009, 4.014 mulheres entre 40 e 59 anos realizaram o exame preventivo na rede de saúde em toda a cidade. “Aqui o atendimento foi uma beleza. O médico me explicou tudo muito bem e pediu para eu voltar em seis meses. Graças a Deus, os exames não deram nada”, conta Benedita Maria da Silva Ortega, 55 anos, após ser atendida na instituição.

Para as mães

O atendimento às mulheres com gestação de alto risco (pré-natal) é outro programa importante da política de atenção à mulher em Corumbá, conforme a enfermeira Tatiana Souza, coordenadora do Núcleo de Especialidades da prefeitura. Por meio dele, quem apresenta qualquer disfunção durante a gestação é encaminhada ao Centro de Saúde da Mulher, onde recebe acompanhamento de especialistas, como médicos ginecologistas e obstetras, incluindo o nascimento do bebê e o puerpério (pós-natal). “Após o parto, as mães retornam à unidade de saúde para receber todas as orientações sobre aleitamento e desenvolvimento do bebê”, comenta, relatando que, dos 2.075 nascidos no município em 2009, 216 foram na instituição.

Se o acompanhamento à gestação recebe atenção especial, não poderia ser diferente com o planejamento familiar, cujo programa disponibiliza anticoncepcionais a mulheres de todas as faixas etárias e realiza a intervenção cirúrgica chamada laqueadura, indicada para aquelas com mais de 25 anos e/ou três filhos. Além dos medicamentos, entregues em todas as unidades da rede municipal, e o programa oferece consultas, atividades de educação em saúde e orientação sobre o uso dos métodos disponíveis (anticoncepcionais injetáveis, pílulas e DIU – Dispositivo Intra-uterino). “Além disso, realizamos constantes campanhas e incentivamos a procura dos métodos por meio dos agentes de saúde”, acrescenta Tatiana.

Descentralização e integração

A enfermeira explica que uma das principais preocupações da Secretaria Executiva de Saúde Pública em relação à saúde da mulher é descentralizar cada vez mais o atendimento, permitindo que as pacientes tenham acesso ao maior número de serviços e programas na própria comunidade, em qualquer região da cidade. “Também trabalhamos para cruzar informações e permitir que os programas sejam integrados e vinculados, pois isso resultará em uma política muito mais efetiva em relação à saúde feminina como um todo”, ressalta, defendendo que a prevenção é sempre o melhor caminho para evitar que a população fique doente e necessite das medidas extremas, como internação e procedimentos cirúrgicos.

Para o médico Emerson Ferreira Moreira, gerente de Atenção em Saúde da prefeitura, a saúde da mulher é, “sem dúvida, prioridade da política de saúde no município”, sobretudo com ênfase na prevenção às duas formas de câncer comuns às mulheres (mama e colo de útero), para a qual a Administração atua com constantes campanhas públicas. “No entanto, não esquecemos as demais áreas, sendo uma delas o atendimento às vítimas de violência doméstica, que hoje é tratada como questão de saúde pública”, diz. Em sua avaliação, a própria presença significativa de mulheres na estrutura administrativa da Secretaria de Saúde é um indicativo da atenção que a Administração municipal confere ao gênero.

Gesiel Rocha – Subsecretaria de Comunicação Institucional