Para infectologista, mega-ação impede epidemia em Corumbá

Integrante do comitê de assessoria do Ministério da Saúde para dengue e febre amarela, o infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha, doutor em Medicina Tropical, destacou que, com a mega-ação coordenada pela Prefeitura de Corumbá em parceria com diversos órgãos e instituições locais, a cidade está dando um passo decisivo para evitar nova epidemia de dengue. No início deste mês, ele participou do lançamento da campanha de conscientização da população para colaborar no combate aos focos em potencial de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

“Esta articulação entre a prefeitura e os demais segmentos da sociedade corumbaense é fundamental. Neste sentido, Corumbá está de parabéns por ter tomado a iniciativa em tempo hábil, unindo, dentro do próprio Poder Executivo, todas as secretarias envolvidas direta ou indiretamente no combate aos focos de criação do mosquito”, comentou o infectologista.

Segundo Rivaldo, dessa forma, a prefeitura mostra uma visão mais ampliada, entendendo que a possibilidade de impedir uma epidemia de dengue não está única e exclusivamente sob a responsabilidade da Secretaria de Saúde. “Dentro do Poder Executivo é necessário que todas as demais secretarias estejam envolvidas, que dêem a sua contribuição”, observou.

O infectologista também parabenizou a iniciativa da prefeitura de envolver outros segmentos da sociedade, citando os Poderes Legislativo e Judiciário, as Forças Armadas e diversos outros parceiros. “A prefeitura conseguiu unir a si mesma, com todos seus segmentos diretamente, agregou os outros poderes e mais a sociedade civil organizada, como empresas privadas de grande porte, que podem dar uma contribuição incalculável”, disse.

Rivaldo destacou ainda a empresa Votorantim, que assumiu a responsabilidade de incinerar os pneus coletados. “Isto resolve um problema imediato para que não ocorra o que ocorreu em Campo Grande, onde os pneus coletados e armazenados estavam se transformando em foco do mosquito. A ajuda da Votorantim será fundamental para que Corumbá não sofra o mesmo que está ocorrendo na Capital”, enfatizou.

O infectologista cobrou, porém, a participação de toda a população corumbaense. “São medidas simples que cada cidadão pode cumprir”, disse, lembrando que se deve manter quintais limpos, buscando sempre observar se há foco de procriação do mosquito, se há terreno baldio que não está sendo devidamente limpo, e notificar ao órgão público responsável.

Antônio Carlos – Subsecretaria de Comunicação Institucional