Ruiter cobra cumprimento dos termos de contrato pela Sanesul

  Clóvis Neto
  

O prefeito afirmou que estará adotando medidas mais drásticas e estipulando prazos para que a Sanesul tome as providências

O prefeito de Corumbá, Ruiter Cunha de Oliveira (PT) voltou a cobrar, nesta segunda-feira (7), que a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) cumpra os termos do contrato de concessão para os serviços de água e esgoto no município, e realize a recuperação do pavimento danificado para instalação das redes subterrâneas. “Não podemos aceitar que a empresa, por meio de suas empreiteiras, persista em abrir as ruas, danificar o asfalto de nossa cidade e deixar os buracos e a lama para a população. Além disso, os buracos comprometem a estrutura de toda a pavimentação, devido às infiltrações”, observou.

O prefeito afirmou que estará adotando, nos próximos dias, medidas mais drásticas e estipulando prazos para que a Sanesul tome as providências e devolva à população as vias conforme encontradas antes dos serviços de saneamento básico. Ele também enfatizou que, embora não esteja descartado, o objetivo não é romper o contrato de concessão, mas fazer com que ele seja cumprido. “Temos inúmeros projetos com os quais pleiteamos recursos para pavimentar diversas áreas e recuperar as ruas do centro da cidade. No entanto, não faz nenhum sentido viabilizar recursos, executar as obras e, depois, a Sanesul danificar tudo”, completou.

Embargo

Na última sexta-feira (4), após várias notificações, reuniões e nenhuma medida efetiva tomada pela Sanesul, a Prefeitura de Corumbá embargou as obras de esgotamento sanitário conduzidas pela concessionária no bairro Popular Nova. “Depois de vários meses de fiscalização e notificações à concessionária sobre a forma de execução dos serviços de saneamento, sem nenhuma resposta efetiva para solução dos problemas, a prefeitura está realizando neste primeiro momento o embargo das obras naquela região”, explicou o secretário executivo de Infra-estrutura e Serviços Públicos, Ricardo Ametlla.

O secretário explicou que as obras ficarão paralisadas até que seja feita a recuperação total da pavimentação e dos demais equipamentos urbanos (como sarjetas e guias), e a limpeza das ruas daquele bairro. As vias danificadas pelo serviço totalizam cerca de 1.070 metros.  “Entendemos que essas obras trarão, quando terminadas, grandes benefícios à saúde pública dos corumbaenses. Mesmo assim, o Município não pode aceitar a forma de execução desrespeitosa com a população”, continuou Ametlla, lembrando que os serviços poderão ser retomados tão logo a empresa estadual cumpra o cronograma traçado inicialmente.

Gesiel Rocha – Subsecretaria de Comunicação Institucional