Lixo acumulado é foco da dengue na região central da cidade

  Gilson de Carvalho
  

“Precisamos sensibilizar a comunidade de que a solução do problema
da dengue não depende só do Poder Público”, diz Grace Bastos

A Prefeitura de Corumbá está realizando bloqueio mecânico e químico na região leste do centro da cidade, próximo ao bairro Universitário, para eliminação de focos de doenças endêmicas, em particular da dengue. Os trabalhos foram iniciados na segunda-feira (14) e estão sendo desenvolvidos em nove quarteirões, no quadrilátero compreendido entre as ruas Cabral e Cuiabá, e Oriental e Albuquerque. No setor, cerca de 450 imóveis estão sendo vistoriados, com a retirada de lixo e tratamento químico para eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti.

A ação emergencial deve-se ao fato de o setor ter sido responsável por grande incidência de notificações de casos da dengue. De acordo com a bióloga sanitarista Grace Bastos, chefe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), nas ultimas semanas as notificações subiram de quatro para 10, apenas na Alameda Satélite, próximo à Albuquerque.

“Diante disso, fomos obrigados a deslocar uma grande equipe para a região, com apoio de funcionários e veículos da Secretaria Executiva de Infra-estrutura e Serviços Urbanos, para retirada de entulho, jogado pelos próprios moradores nas calçadas, além de eliminação de focos, por meio da aplicação de larvicida”, comentou a bióloga. Até mesmo funcionários da empresa Unipav, responsável pelo setor de limpeza pública, estão auxiliando os serviços.

Durante as inspeções, os agentes constataram, além do entulho nas calçadas ou em terrenos baldios, muito lixo nos quintais das residências, propícios à proliferação do mosquito. Um carro de som, do setor de Educação em Saúde do CCZ, está percorrendo a região. “Precisamos sensibilizar a comunidade. A solução do problema da dengue não depende apenas do Poder Público. Precisamos também da cooperação da população, que deve limpar seus quintais, efetuando poda de árvores de forma adequada, retirando os reservatórios inservíveis e tampando as caixas de água para consumo humano”, alertou.

A preocupação maior, conforme ela, é com o período de chuvas, quando as notificações sobem significativamente na cidade. Somente neste início de dezembro foram 34 casos, contra 11 em novembro e três em outubro. Até hoje (16), 2009 contabiliza 7.235 notificações, com 5.694 casos confirmados da doença.

Antônio Carlos – Subsecretaria de Comunicação Institucional