Saúde conclui novo levantamento contra dengue em Corumbá

Arq: Clóvis Neto
  

 Reservatórios são cobertos com telas  para evitar insetos e sujeira

A Secretaria Executiva de Saúde Pública de Corumbá, conclui nesta sexta-feira, o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), método que demonstra a situação de infestação do mosquito transmissor da dengue no município, no prazo médio de uma semana. O levantamento identifica os criadouros predominantes, possibilitando o direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas.

Os trabalhos estão sendo realizados pelos agentes de endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e foram iniciados no dia 2 de setembro. Conforme a gerente de Vigilância em Saúde da Prefeitura, Viviane Ametlla, o resultado será apresentado na próxima terça-feira.

Ela explica que o LIRAa, conforme o que preconiza o Programa Nacional de Controle de Dengue (PNCD), o levantamento é realizado bimestralmente. “O ano é divido em seis ciclos bimestrais. O primeiro se refere a janeiro e fevereiro e, no início de janeiro, é realizado o primeiro levantamento. Agora, estamos no quinto ciclo de 2009, setembro e outubro, e cada ciclo é o tempo que o agente de endemias tem para realizar as visitas domiciliares na área definida”, comenta.

A gerente explica que, com o resultado do levantamento, as equipes de saúde passam a desenvolver ações específicas, principalmente nas áreas de maior risco, cujo índice esteja acima de 1%, que é o aceitável pela Organização Mundial de Saúde. Em julho, o LIRAa apresentou queda nos índices de infestação.

Os números de notificações da dengue também haviam reduzidos. Mesmo assim, os trabalhos continuaram intensos em toda a cidade, com ênfase em duas regiões que apontaram índices acima do normal.

Um deles foi o setor quatro que atingiu 5%. Fazem parte da área os bairros Universitário, Maria Leite, Centro América, Cristo Redentor, Previsul e Cravo Vermelho. O levantamento apontou que os principais responsáveis pela alta incidência eram os reservatórios de água a nível de solo, existentes nos domicílios visitados.

Outra região preocupante foi o setor dois, integrado pela Popular Velha, Jardim dos Estados, Guarani, Nova Corumbá, Guatós, Guanã II, Kadwéus, Jardinzinho e Nossa Senhora de Fátima, com 2,5%. Os depósitos dominantes são vasos de plantas. Já o setor três, Arthur Marinho, Generoso, Cervejaria, Beira Rio, Dom Bosco, Popular Nova e Aeroporto, apresentou uma incidência de 1,5% e os depósitos dominantes eram as caixas de água localizadas a nível de solo.

Única região que apresentou índice dentro do aceitável foi o centro da cidade, com 1%.

Segundo Viviane, as ações são contínuas em Corumbá, “não pára e o LIRAa é importante para podermos desencadear ações específicas para eliminar os focos”, afirmou. Prega uma maior participação da população, como vem sendo feito no caso da raiva animal, doença que não afeta Corumbá desde julho de 2008. “O agente visita os imóveis seis vezes ao ano, para realizar o LIRAa. Isto acontece uma vez a cada dois meses. É feito todo um trabalho. Mas, se a população não se conscientizar, manter seus quintais limpos, eliminando os focos de proliferação do mosquito, se torna difícil conter a doença”, afirmou.

“Isso não é somente para o LIRAa. A periodicidade das visitas domiciliares do agentes de endemias é bimestral, uma rotina deles. São visitados de 800 a 1000 imóveis, para coleta das larvas, para se ter o índice da infestação do mosquito no final do ciclo, um trabalho de rotina que leva dois meses para se ter o Índice de Infestação Predial de toda cidade. No LIRAa, em poucos dias temos esse índice porque é uma pesquisa por amostragem”, ressalta.

Medidas

Hoje, a Prefeitura está adotando uma série de medidas para conter avanço da dengue. Dois projetos pilotos foram colocados em prática em julho, em mil imóveis localizados em quatro regiões da cidade, que apresentam alto índice de infestação do mosquito: Popular Velha, Centro América, Guarani e Guanã. Os alvos são os reservatórios de água localizados a nível de solo, apontados como criadouros predominantes e responsáveis direto pelo crescimento da doença.

No Guarani e Guanã foram instaladas telas de poliester nos reservatórios, para evitar entrada de insetos e sujeira. Já na Popular Velha e Centro América, a ação se deu com a implantação de refis contendo larvecida, para tratamento da água, eliminando larvas do mosquito Aedes aegypti. Os dois projetos serão desenvolvidos pelo período de um ano, para saber qual dos dois é mais viável no município.

Antônio Carlos – Subsecretaria de Comunicação Institucional