Exposições no Centro mostram integração de artistas de MS e MT

 Foto: Clóvis Neto

  
Mesa redonda reuniu artistas dos dois estados

As exposições de artes plásticas e de fotografias que acontecem no Centro de Convenções do Pantanal de Corumbá Miguel Gómez, estão permitindo troca de experiências de artistas e fotógrafos de Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso, em especial da região pantaneira. É o que afirma a superintendente de Cultura da Prefeitura Municipal, Heloisa Helena da Costa Urt que, na manhã desta quarta-feira, promoveu uma mesa redonda no centro, para uma maior integração cultural entre profissionais dos dois estados.

Urt informou que o encontro foi importante para planejar um intercâmbio maior entre os dois estados, como foco principalmente na cultura das cidades localizadas na região pantaneira. Destacou que “há muito em comum entre os dois estados”, se referindo a Cuiabá, Poconé, Cáceres, Corumbá e Ladário, especialmente, e que “a integração com o Mato Grosso é muito grande”, especialmente em se tratando da cultura.

O encontro reuniu profissionais de Mato Grosso como Adir Sodré, Dalva de Barros, Gervane de Paula, todos artistas plásticos, além dos fotógrafos Rai Reis, Wes Jan. Do sul foram convidados a participar Jonir Figueiredo, Marilena Grolli, Galvão Pretto, Hebe Lacerda, Daria Taira, Deinyn Tácio Rejala, Marisol, Denise Nascimento, Ernani, Jamil Canavarros, Léo Giordano, Liane, Petterson Clayton, Tânia Almeida, Vera Jane e Renata Mesquita, artistas plásticos e os fotógrafos Roberto Higa, Silvia Almeida, Walfrido Tomas e Aleks Batista.

Identidade forte

Para o fotógrafo Raimundo Reis (Rai Reis), de Cáceres, a exposição serviu para integrar ainda mais os laços culturais de toda a região pantaneira. Disse que Corumbá tem identidade muito forte com Cuiabá, possuem “cultura semelhantes” e que esta região é separada do Mato Grosso apenas por uma “fronteira invisível”, o que acontece também com Cáceres, principalmente em se tratando de arquitetura e o rio Paraguai.

“O formador da identidade matogrossense é um caldo só”, diz, lembrando a identidade entre os sulmatogrossenses que residem em Corumbá e Ladário, com os do Mato Grosso. “Corumbá parece a Cuiabá dos anos 70 e 80. É um museu a céu aberto”, comenta, para confirmar em seguida que, “em apenas três dias, fiz mais de 500 fotos na cidade” e que foi a arquitetura corumbaense que mais chamou a atenção. “Isso aqui é uma aula de arquitetura viva e que deveria estar presente nas escolas de arquitetura”.

Sobre o espaço que se abriu esta semana, Rai Reis prevê futuro melhor, principalmente por “Corumbá contar com infraestrutura para receber o turista” e que vai “movimentar o turismo de negócios. Quanto mais organizado estiver, será melhor”, reforçou.

  
Rai Reis, fotógrafo de Cáceres: Corumbá, museu a céu aberto”

Antônio Carlos – Subsecretaria de Comunicação Institucional