Educação traz esperança e oportunidades para povos das águas

 Marcos Boaventura

  

 Além da reforma, crianças ainda receberam kit escolar

No dia em que completou 5 anos de idade, Alexsandro Silva Arruda viu seus irmãos e toda sua comunidade ganharem um presente especial. “Estávamos pedindo esta reforma e ela veio em boa hora. Por isso hoje estamos felizes”, disse Rosangela da Silva Campo, mãe do pequeno Alex e de mais três alunos da Escola Municipal Rural Pólo Porto Esperança, extensão Paraguai-Mirim.

“No ano que vem, quando o Alexsandro começar a frequentar o ensino regular, ele vai encontrar um local completamente estruturado, preparado para oferecer a educação de qualidade que ele merece”, disse o prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT) pouco antes de comandar o “parabéns para você” ao menino.

Para a diretora do EMRP Porto Esperança, Cleide Abreu, a reforma do colégio, que somou R$ 83 mil em recursos da Prefeitura e do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), abre novas portas para os estudantes da região. “É uma outra oportunidade para estes jovens. Se eles quiserem seguir a profissão dos pais, que também é tão digna como outra qualquer, terão mais conhecimento do mundo. Mas se escolherem outra carreira, terão a possibilidade de atingi-la graças a educação que começam a receber aqui”, destacou.

No Paraguai-Mirim, quase todas as famílias sobrevivem da pesca artesanal e da coleta de iscas vivas. “Na minha casa todos são isqueiros, até porque não tivemos como estudar. Por isso, eu e meus irmãos trabalhamos um pouco mais para que nossos filhos continuem na escola”, disse Adelina Moura de Arruda, 39 anos, mãe de 3 alunos da extensão Paraguai-Mirim.

Assim como Adelina, Esvalina Celestina Silva, 58, nasceu e se criou na região, que fica a cerca de 170 quilômetros da área urbana da cidade . Como várias outras mães, ela sonha em ver seu filho em uma profissão promissora. “Quero que ele tenha o trabalho que ele escolher e não o que sobrou”, comentou. Ela é mãe de criação de Maicon Pereira da Silva, 13 anos, que reconhece o esforço dela e a oportunidade que o estudo pode lhe proporciona.

“Para ser alguém é preciso estudar”, afirmou. Hoje na 5ª série do ensino fundamental, ele lembra o que mudou na escola com a reforma. “Antes ela estava bem feia e agora parece nova, como se tivesse sido construída hoje”, disse. A extensão possui 54 alunos da 1ª a 5ª série.

“Com a ampliação determinada pelo prefeito, temos a possibilidade de expandir para até 80 alunos, somando as salas de 6ª a 9ª séries. Este é nosso desafio para o próximo ano”, destacou o secretário executivo de Educação, Hélio de Lima.

Rodrigo Nascimento-Subsecretaria de Comunicação Institucional