Comunidade comemora pavimento e o fim do esquecimento

 Gilson de Carvalho

  
Ruiter com a equipe de calceteiros: parceria pelo desenvolvimento

“Hoje. o Distrito de Albuquerque vive um momento único em sua história. Nunca uma administração municipal se preocupou tanto com nossa Albuquerque, local onde há 231 foi semeado o gérmen que se transformaria na Cidade Branca”. As palavras do padre Fábio Vieira, vigário do Distrito, refletem o contentamento da comunidade local que, neste sábado, recebeu as obras de pavimentação em lajota sextavadas da avenida Imaculada Conceição, e ouviu do prefeito Ruiter Cunha de Oliveira, o anúncio de novos investimentos, como a construção de uma quadra esportiva coberta, com arquibancadas; construção de banheiros e vestiários, além da reforma da Escola Municipal Rural Pólo Luiz de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres.

Mesmo distante – está na Itália onde no último diz 3 de setembro foi recebido pelo Papa Bento XVI – o padre Fábio enviou uma carta de agradecimento ao prefeito Ruiter e toda sua equipe, por estarem propiciando “grandes avanços na qualidade de vida da nossa gente”. A leitura do conteúdo coube à coordenadora da Igreja Imaculada Conceição, Maria do Carmo Vitório da Silva, uma das 15 calceteiras, formadas pelo projeto Se Essa Rua Fosse Minha, que propiciou o início de um trabalho de pavimentação das ruas de Albuquerque.

“O projeto, ter chegado em Albuquerque, foi uma bênção do Alto para nossa gente. Além de proporcionar o lajotamento da nossa avenida, a principal do Distrito, foi uma forma de capacitar trabalhadores, gerando emprego e renda para a população e, mais que isto, levantando a auto-estima de nossa comunidade”, escreveu o padre, lembrando também os cursos oferecidos, “um presente de aniversário para todos nós”.

Vitorino Zaurizio Faria, presidente da Associação de Moradores de Albuquerque, também comemorou os investimentos. “Melhoria como esta é sempre bem vinda”, disse. Lembrou que a região é habitada por cerca de 2,2 mil pessoas e enalteceu que, com a construção da quadra coberta e a reforma da escola, trarão mais benefícios para a comunidade local, pois “as crianças terão mais ocupação, praticando o esporte, além dos moradores terem um novo espaço para atividades culturais e de lazer”, disse.

O pavimento foi destacado também pela diretora da escola, Maria Auxiliadora Marques de Melo. Ficou mais satisfeita ainda quando o prefeito anunciou a construção da quadra e reforma geral da escola, um investimento total de R$ 603.077,96. “Melhora tudo. A auto-estima dos alunos, dos professores e da própria comunidade. Hoje, não há muitas opções para práticas esportivas por parte dos alunos. Com a quadra, teremos até um lugar adequado para atender a comunidade, com eventos, atividades culturais e outras realizações”, ressaltou. A escola conta com 510 alunos, contando com as extensões do Porto da Manda, Passo do Lontra e outras duas na região do Nabileque, funcionando com a educação infantil, ensino fundamental e Educação de Jovens e Adultos, nos três períodos.

Projeto

O projeto Se Essa Rua Fosse Minha faz parte do programa de governo do prefeito Ruiter Cunha, idealizado a partir de reuniões com a comunidade corumbaense, antes mesmo de ser eleito, em 2004. Através dele, é possível promover a urbanização de bairros da cidade, além da geração de renda e capacitação do trabalhador.

Depois de formatado e aprovado pelo Fundo Municipal de Investimento Social (FMIS), o projeto começou ser executado em 2007. São duas etapas distintas. Na primeira delas, os alunos passam por 60 horas de capacitação teórica. Depois são submetidos a três meses de estágio prático, quando promovem a pavimentação com lajotas de ruas e alamedas dos bairros onde moram. Os alunos recebem uma bolsa auxílio durante o período.

Nesta quinta etapa, somente em Albuquerque, foram formadas 15 pessoas. Elas foram as responsáveis pelo serviço de pavimentação com lajotas sextavadas na localidade, distante 70 quilômetros da área urbana, após passarem por 60 horas de capacitação teórica no Senai.

Zilda Francisca do Carmo Rodrigues, 42 anos, foi uma das calceteiras formadas pelo projeto. Afirmou ter sido muito importante fazer parte do programa que possibilitou lajotamento da avenida. “Estava sem serviço, desempregada, o projeto ajudou na renda familiar”, afirmou. Disse também que, durante todo o período, tiveram dificuldades, “foi muito cansativo e ainda perdemos um companheiro. Mas valeu a pena. Se tiver mais, vamos continuar”, reforçou, lembrando a tristeza sentida por todos com o falecimento de Giovani Souza da Silva.

Quem também não vê a hora de iniciar uma nova etapa é Denise Alves da Costa e “contribuir para o pavimento chegar em frente à minha casa, na rua do Sossego. Tudo isso vai ficar mais bonito ainda”.

Antônio Carlos – Subsecretaria de Comunicação Institucional