Saúde mantém monitoramento de casos suspeitos da gripe suína

O setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Executiva de Saúde Pública da Prefeitura de Corumbá, mantém o monitoramento de casos suspeitos da gripe suína (Influenza H1n1), mesmo aqueles não considerados graves que, por decisão do Ministério da Saúde, não são coletadas amostras de material para análise laboratorial em São Paulo.

No momento, conforme balanço do setor, 21 pessoas estão sendo acompanhadas diariamente, conforme determina o protocolo do Ministério da Saúde. Quatro estão com material em análise e outros quatro em processo de encaminhamento para São Paulo.

A coleta de material para exame laboratorial, conforme orientação do Ministério da Saúde, acontece somente de casos suspeitos considerados graves. São de pessoas que apresentarem sintomas como febre acima de 38 graus e frequência respiratória (dispnéia) acima de 25.

Hoje, Corumbá está com três casos da doença. O último foi confirmado nesta segunda-feira e foi o primeiro a utilizar medicamento encaminhado pelo Ministério da Saúde. A exemplo dos outros dois, já está em boas condições de saúde, inclusive tendo retornado à rotina normal de trabalho. Oito casos já foram descartados.

A gerente de Vigilância em Saúde da Secretaria, Viviane Ametlla, informou que a Prefeitura mantém as ações contra a doença, inclusive com constante entendimentos com as cidades de Ladário, Puerto Suarez e Puerto Quijarro, estas duas últimas na Bolívia.

Segundo ela, as ações devem ser intensas e que a Prefeitura, bem antes de se confirmar o primeiro caso da nova gripe Estado, já havia tomado uma série de medidas para evitar a proliferação da doença na região pantaneira.

Uma das ações foi a capacitação dos profissionais (médicos, técnicos e administrativos) das Unidades Básicas de Saúde e demais setores administrativos da Prefeitura. Além disso, já foi disponibilizado 20 leitos hospitalares – 6 masculinos, 6 femininos, 8 pediátricos e 2 na Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) – para acomodar possíveis infectados pelo H1N1.

As ações estão sendo desenvolvidas junto com a Marinha, Exército e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), inclusive com capacitação de todos os profissionais envolvidos.

Na última sexta-feira, o infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha, doutor em Medicina Tropical (IOC/Fiocruz) e professor da UFMS, onde também coordena mestrado e doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias, veio a Corumbá para mais uma etapa da capacitação destinada a médicos e professores do Município, além da equipe administrativa da Prefeitura Municipal (prefeito, secretários e demais assessores).

Alerta

Na capacitação de sexta-feira, o infectologista Rivaldo Venâncio, fez um alerta sobre as condições climáticas, principalmente no que se refere a queimadas, agravante para problemas respiratórios. O assunto foi comentado hoje, segunda-feira, pelo médico Rogério Takaki Bento, que tem acompanhado praticamente todos os casos no Pronto Socorro.

Segundo ele, o tempo seca contribui para surgimento de focos de queimadas, “o que aumenta problemas respiratórios, e isto agrava o quadro clínico das pessoas com gripe”. Fez um alerta: evitar queimadas tanto na área urbana quanto na rural.

Antônio Carlos – Subsecretaria de Comunicação Social