Ruiter destaca presença da Marinha na defesa da fronteira

 Prefeitura de Corumbá

  

 Prefeito Ruiter Cunha destacou importância da data para história militar

O prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT) participou da sessão solene em homenagem aos 144 anos da Batalha Naval do Riachuelo. A cerimônia foi na Câmara Municipal de Ladário, na noite desta segunda-feira, 08 de junho. Também acompanharam a solenidade o comandante do 6º Distrito Naval, contra-almirante Edlander Santos, e o prefeito de Ladário José Antônio Assad e Faria. O deputado estadual Paulo Duarte também prestigiou a homenagem.

No discurso que fez na sede do Legislativo ladarense, Ruiter destacou a importância histórica e cultural do episódio militar e o significado da vitória brasileira para a economia sul-mato-grossense e do próprio país.  

“A data, comemorada em 11 de junho, é muito significativa para a história militar brasileira. Riachuelo foi o principal confronto da Guerra com o Paraguai”, declarou o chefe do Executivo corumbaense. Para o prefeito, a vitória dos militares brasileiros naquela oportunidade garantiu a liberação da navegação pelo rio Paraguai – definido por Ruiter como “o nosso rio” –, uma “importante via do crescimento econômico da região”.

Ruiter ainda lembrou que o povo corumbaense “foi forjado por uma mistura de culturas e a presença da Marinha foi decisiva na formação do nosso povo”, nos mais variados aspectos. A presença da Marinha, no entendimento do prefeito, garantiu “desenvolvimento” da fronteira Oeste, além da segurança e manutenção da soberania do Brasil numa extensa área de fronteira.


O prefeito Ruiter Cunha ressaltou que a Marinha promove ações que prezam pela “preservação do meio ambiente pantaneiro” e que valorizam as causas sociais. “O Prefeito Presente na região ribeirinha só foi possível pelo apoio da Marinha”, declarou.
“A Marinha é nossa parceira na busca por uma sociedade mais justa solidária e fraterna”, finalizou o chefe do Executivo Municipal.

O comandante do 6º Distrito Naval afirmou que o espírito heróico dos marinheiros durante a Batalha do Riachuelo possibilitou à Marinha do Brasil “consolidar e ampliar a Amazônia Azul”, que hoje são mais de 950 mil quilômetros “em águas jurisdicionais” de onde se “extrai petróleo e passa a navegação comercial brasileira”.

Ainda de acordo com o contra-almirante Edlander Santos, a Marinha tem uma importante tarefa a cumprir na imensidão do Pantanal, que é garantir a assistência médica, hospitalar e odontológica dos ribeirinhos através das Ações Cívico-Sociais (Acisos), realizadas periodicamente pelo 6º Distrito Naval.

História

Em dezembro de 1864, as tropas paraguaias invadiram o Mato Grosso (antigo estado), ocupando Corumbá, e no início de 1865, penetraram na província argentina de Corrientes, para alcançar o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Desse modo, Brasil, Argentina e Uruguai formalizaram , em maio de 1865, o Tratado da Tríplice Aliança.

Em junho de 1865, a esquadra aliada, comandada pelo Almirante Barroso, destruiu a força naval paraguaia na Batalha do Riachuelo. As forças terrestres de Solano Lopez (comandante do Paraguai) começaram a sofrer uma série de derrotas, iniciando-se o recuo paraguaio.