Resíduos vegetais serão aproveitados na fabricação de tijolo

Corumbá vai dar destinação adequada e organizada a material de origem vegetal, gerados na varrição urbana, podas ou corte de árvores ou qualquer outro tipo de madeira. Ao invés de serem levados para o aterro sanitário, tudo será transformado em combustível para utilização na fabricação de tijolos, contribuindo para aumentar a vida útil do aterro e redução do desmatamento, aliando assim, desenvolvimento sustentável com responsabilidade ambiental.

Tudo isto será possível a partir de agora, com a decisão do prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT), que lançou ontem, segunda-feira, o Projeto “Tijolo Verde”, durante a abertura da Semana do Meio Ambiente, solenidade ocorrida no auditório do Sindicato Rural.

Durante o ato, o prefeito autorizou a celebração de um convênio entre o município, por meio da Secretaria Executiva de Meio Ambiente, com a empresa Cerâmica Bela Vista, maior fabricante de tijolos da região pantaneira e que utiliza em seus fornos, lenha vegetal.

O termo de autorização foi assinado inclusive pelo proprietário da Cerâmica Bela Vista, Ney Lourenço Freitas Costa, que já está providenciando a aquisição de uma máquina, que será responsável pela trituração de todo material de origem vegetal, tratando-o de forma específica, transformando-o em pó de madeira.

Segundo Luciano Costa, filho do empresário, hoje, a cerâmica utiliza lenha vegetal em seus fornos, para fabricação de tijolos. A partir deste convênio com a Prefeitura, será dado destinação ecologicamente correta a todo tipo de material vegetal oriundo da varrição urbana, ou mesmo de poda e corte de árvores, “trazendo vantagens para o meio ambiente”.

Ele explicou que a cerâmica produz mensalmente, uma média de 500 mil tijolos. “Hoje, só utilizamos a lenha. A intenção é, até o final do ano, utilizar somente os resíduos de origem vegetal. Vamos contribuir para aumentar a vida útil do aterro, além de contribuir também para redução do desmatamento”, afirmou Luciano.