Prefeitura faz campanha contra hepatite em Corumbá

 Prefeitura de Corumbá

  
Campanha inclui oirentação e vacinação contra a doença

Equipes da Prefeitura de Corumbá estão realizando durante todo o dia de hoje, terça-feira, uma campanha de orientação sobre hepatite, doença que se transmite através do sangue e relações sexuais. A ação está sendo desenvolvida pela Secretaria Executiva de Saúde Pública, ligada à pasta da Secretaria Municipal de Ações Sociais, e inclui vacinação em pessoas com idade acima de 19 anos.

A campanha faz parte do Dia Mundial de Luta contra Hepatite, celebrado em 19 de maio, e acontece no interior do supermercado Panoff (Dom Aquino e América), locais de grande fluxo de pessoas.

As atividades têm como principais objetivos implementar ações de prevenção e controle das hepatites virais B e C, contribuindo para a redução da morbimortalidade entre a população corumbaense, e ampliar ações de diagnóstico, prevenção e controle, para quebrar a cadeia de transmissão e evitar que a doença evolua para quadros de cirrose ou câncer de fígado, que podem ser fatais.

Além do trabalho educativo, a Prefeitura está incentivando o teste sorológico para hepatites B e C no Centro de Saúde Dr. João de Brito, que funciona na rua Ciríaco de Toledo, 1624, bairro Aeroporto, de segunda a sexta-feira, em horário comercial.

A vacina deve ser tomada em três doses. A segunda após 30 dias da primeira e a última depois de 05 meses. Estão disponibilizadas nas unidades de saúde do município.

A campanha é aberta a toda população, inclusive com orientação para estudantes na faixa etária de 10 a 19 anos. Vale lembrar que a vacina está disponível às pessoas com idade acima de 19 anos. Crianças, no caso, já contam com acompanhamento médico através das próprias unidades de saúde da Prefeitura.

Também durante o dia, a Prefeitura está desenvolvendo campanha junto a grupos considerados vulneráveis, que são pessoas da própria área da saúde, manicures, usuários de drogas, além deprofissionais do sexo.

Cinco tipos

Existem 5 tipos de hepatites virais: A, B, C, D e E. Costumam causar inflamação no fígado, mas, frequentemente quem está ou esteve doente pode não saber, pois por vezes evolui sem sintomas e sinais. São transmitidas por diferentes modos e cada uma pode ser prevenida tomando-se alguns cuidados.

A hepatite A pode ser contraída através do consumo de água, gelo ou alimentos crus, contaminados com fezes de pessoas doentes. Pessoas que moram, trabalham ou viajam para locais onde as águas e/ou esgoto não sejam tratados de forma adequada; pessoas que não têm os cuidados básicos de higiene (lavagem das mãos e cuidados com a água e alimentos consumidos) ou alimentem-se em locais onde não haja estes cuidados, e pessoas que moram ou trabalham onde haja alguém com a doença, estão sujeitas à contaminação.

A hepatite A é frequentemente assintomática em crianças. Os sintomas mais freqüentes são náuseas, vômitos, olhos amarelados, urina escura (cor de coca-cola), dor no estômago, febre, perda de apetite e cansaço. Normalmente, não é uma doença grave, mas pode complicar-se e até matar.

Para se prevenir, deve-se lavar as mãos após usar o banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos. Os alimentos devem ser fervidos por 1 minuto antes de serem consumidos. Os alimentos ingeridos crus devem ficar durante 30 minutos em solução preparada com uma colher de sopa de hipocloritode sódio 2,5% (água sanitária) em 1 litro de água.

As hepatites B e C crônicas são doenças hepáticas de longa duração que podem ser transmitidas mesmo que a pessoa infectada não apresente qualquer sinal ou sintoma. Os vírus das hepatites B (VHB) e C (VHC) podem causar câncer de fígado.

Mesmo que a pessoa já tenha tido hepatite A, pode vir a ter hepatite B e/ou C. O VHB e o VHC podem sobreviver durante dias em objetos contaminados como alicates de unha, lâminas de barbear, material cirúrgico ou dentário, superfícies expostas à sangue e fluidos contaminados, pois são vírus muito resistentes no meio ambiente.

Oito em cada dez pessoas que pegam hepatite C tornam-se indefinidamente portadores do VHC. Muitas dessas pessoas não adoecem, mas algumas desenvolvem, anos depois, hepatite crônica, cirrose e insuficiência hepática.

Podem ser transmitidas através do contato sexual (principalmente o VHB) ou com sangue de uma pessoa infectada. Uma mulher infectada pode transmitir os vírus ao bebê durante o parto. Não se pega hepatite B ou C através de doação de sangue, espirro ou tosse, beijo ou abraço, pratos, copos, talheres, leite materno, água ou alimentos, contato casual.

As hepatites B e C são infecções frequentemente assintomáticas. Não apresentam sintomas. A maioria das pessoas só descobre que tem (ou teve) hepatite B ou C depois de alguns anos, muitas vezes por acaso, através dos testes sorológicos para esses vírus.

Para a pessoa saber se está com hepatite B ou C, é necessário o teste sanguíneo. Os sintomas são cansaço, dor no corpo, dor de estômago, olhos/pele amarelada ou urina escura; achar que teve contato com alguém com hepatite B ou C; ter recebido transfusão de sangue/hemoderivados (principalmente se tiver sido realizada no interior do país, ou antes, de 1986). Os recém-natos de mães positivas devem ser vacinados nas primeiras 12 horas de nascimento.

Para se proteger é preciso colocar em prática o sexo seguro, usando camisinha. O caminho mais seguro de prevenir a transmissão sexual de uma doença é a relação estável, com o seu parceiro sexual. Se usuário de drogas, procure ajuda para parar. Não compartilhe canudinhos, seringas e agulhas, pois são possíveis fontes de contaminação. Nunca compartilhe objetos que podem conter sangue, inclusive lâminas de barbear, alicates de unha, escovas de dentes, pois são objetos de uso exclusivamente pessoal.

Há riscos também em aplicação de tatuagem ou piercing, uma vez que são procedimentos de risco, quando o material não é esterilizado corretamente. Para evitar hepatites B e C, saiba que o material deve ser descartável ou esterilizado em autoclave a 121ºC por 20 minutos, estufa ou flambagem a 170 ºC por 2 horas.

Consulte um médico sobre a criteriosa indicação de uma transfusão sanguínea, quanto à origem do produto hemoterápico e se foram realizados todos os testes sorológicos exigidos.

A vacina contra a hepatite B (segura e eficaz) está disponível, no momento, nas unidades básicas de saúde para situações específicas. Procure o Posto de Saúde e tome conhecimento destas situações específicas.