Orquestra Sinfônica é atração em Corumbá nesta terça, na praça

A Orquestra Sinfônica Brasileira é atração hoje à noite, terça-feira, em Corumbá. A apresentação acontece na praça Generoso Pontes, a partir das 19h, e é uma realização em parceria da Prefeitura Municipal e da Vale. A OSB é regida pelo maestro Marcos Arakaki e  programa traz peças de Mozart, Vivaldi, Carlos Gomes e Alessandro Marcello.

Este concerto integra a turnê nacional da OSB 2008-09, Minérios Que Tocam, que ressalta a integração da música com as riquezas naturais do solo brasileiro, transformadas em instrumentos.

A abertura do concerto será feita por integrantes do Projeto Vale Música, com a Orquestra Vale Musica do Moinho Cultural Sul-Americano e o Coral do Vale Música, sob a regência de Noemi Uzeda. A orquestra que abre a noite tem 20 violinos, 7 violoncelos, um contrabaixo, dois trompetes e um piano; o coro tem sessenta crianças. A solista é Kaisa da Costa Alves, violino, de 11 anos. No programa da abertura, Faz de Conta I, de Leonardo Sá, e Concerto para Violino e orquestra em Sol maior Op.34 de Oskar Rieding.

A OSB já esteve no ano passado em Belém, Vitória, Belo Horizonte e São Luiz; em abril de 2009, apresentou-se em Aracaju e volta agora a Corumbá. Mais de 60 mil pessoas já assistiram aos concertos desta turnê. A iniciativa reafirma a proposta de levar a música da orquestra pelo Brasil, ampliando o acesso à música de concerto, uma das mais importantes missões do grupo sinfônico sediado no Rio.

É a terceira vez, nos últimos anos, que a OSB visita Corumbá com patrocínio da Vale – esteve presente em 2006 e 2007, sendo a primeira orquestra sinfônica a se apresentar na cidade. “Para nós da OSB é um grande prazer estar em Corumbá mais uma vez, tamanhos são a receptividade e o interesse do público”, afirma o maestro Arakaki. No concerto, o maestro faz também uma contextualização das obras e dos compositores, fazendo a aproximação da música e do público, colaborando assim para formar mais e maiores platéias.

Vale Música

O programa da Fundação Vale, em parceria com organizações sociais e voltado para crianças e adolescentes estudantes da Rede Pública de Ensino, assume tons e sons de cada região onde atua, valorizando as características culturais do território e de seus habitantes, abrindo caminho para a formação de grupos musicais, corais e orquestras. Já tem oito anos de atuação. A idéia é tanto preservar a cultura regional quanto estimular o aprendizado da música clássica, um patrimônio da humanidade.

O projeto Academia de Ensino contribui para a formação de crianças e jovens, que se tornam aprendizes de música clássica. O Cultura Regional visa à preservação da cultura tradicional.

A parceria da Vale com a OSB destaca-se fortemente no panorama da iniciativa privada em benefício da cultura nacional. Além do patrocínio à Orquestra, que tem as cores e a tradição do Brasil, proporcionar a realização de espetáculos de nível internacional, a OSB contribui com sua experiência e presença para aprimorar o Vale Música, programa da Fundação Vale do Rio Doce em parceria com organizações da sociedade civil. O programa já alcançou 51 mil crianças e adolescentes em três cidades do Brasil – Vitória, Belém e Corumbá.

“Somente com projetos como o Vale Música, que promove a inclusão social, e investimentos da Vale em benefício da cultura nacional, se pode levar a música clássica às comunidades em geral, como ocorre em Corumbá”, diz o Maestro Arakaki.

Em Corumbá, o Moinho Cultural Sul Americano presta atendimento direto a 300 crianças brasileiras e bolivianas (todos os dias, 35 alunos bolivianos atravessam a fronteira para estarem aqui no Moinho), de 8 a 16 anos, em situação de vulnerabilidade sócio-econômica. Através do Vale Música desenvolvem atividades práticas e teóricas diárias individuais e em grupos, Orquestra, Coral, Camerata, Grupos de Percussão, Quintetos de violão, Grupos de sopro, solistas em vários instrumentos.

As peças

O Divertimento em Fá Maior KV 130, de Mozart (1756-1791), é uma das muitas pequenas jóias do compositor austríaco. Escrita em 1772 quando Mozart tinha apenas 15 anos, em Salzburg, traz a juventude em seus três movimentos, cheios de vivacidade, energia e diálogo entre as cordas. Esta peça faz parte de um conjunto de mais dois divertimentos – peças ligeiras – que Mozart compôs na mesma época e que são também chamadas de “Sinfonias para Cordas”.

Carlos Gomes (1836-1896), o compositor de O Guarani e o mais importante criador lírico brasileiro, escreveu no fim da vida uma Sonata cujo ultimo movimento – O Burrico de Pau, referência ao tema folclórico que o inspira – é de certo modo uma volta à tenra juventude, quando colocava um tempero afro-brasileiro nas polcas européias. Brilhante, este vivace é o quarto movimento da Sonata para Cordas e ganhou vida própria no repertório orquestral.

Se o termo “música clássica” é identificado com alguns trechos muito famosos das obras mais conhecidas do grande público, certamente esta peça de Antonio Vivaldi (1678-1741) é uma delas. As Quatro Estações estão na memória coletiva como um monumento artístico. Compositor genial, de vida controvertida, Vivaldi deixou vastíssima obra que ficou por muito tempo em relativo esquecimento.

O italiano Alessandro Marcello (1669 – 1747) foi contemporâneo de Antonio Vivaldi; seu irmão Benedetto Marcello foi também um compositor. Prolífico, compôs e publicou vários grupos de concertos, cantatas, árias, canzonettas e sonatas para violino. Assinava eventualmente como Eterio Stinfálico. Apesar de pouco conhecido, é considerado um grande criador. Este Concerto em ré menor para oboé, cordas e baixo contínuo, muito represenetativo tanto do conjunto da obra como da época, é a sua obra mais conhecida. Tornou-se mais conhecida graças a Johann Sebastian Bach, que a transcreveu para cravo (BWV 974). (Com informações da assessoria da Vale)