Na vinda de Lula, Ruiter pedirá Pólo Gás Químico pra Corumbá

 Foto: Edinho Neves

  
Ruiter se encontrou com André e depois falou sobre o pleito de Corumbá

Com paralisação das mineradoras, que enfrentam a crise mundial, a cidade de Corumbá, na fronteira com a Bolívia, pode ter a redenção econômica. O prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT) disse hoje, quarta-feira, em entrevista coletiva na Assomasul (Associação dos Prefeitos de Mato Grosso do Sul) que vai pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apoio para transformar a região do Pantanal num Pólo Gás Químico que envolva também a Bolívia.

O presidente boliviano Evo Morales vai encontrar com Lula em Corumbá no dia 15 de janeiro, quando Ruiter pedirá o socorro. Segundo ele, desde o mês de novembro, quando explodiu a crise internacional e a siderúrgica MMX logo em seguida, as mineradoras Rio Tinto e Vale do Rio Doce deram férias coletivas aos funcionários e cessaram a produção, o volume da perda mensal da prefeitura é de R$ 1 milhão.

O prefeito já reduziu de 12 para 5 o número de secretarias e disse que se tiver mais prejuízos financeiros poderá transformar as pastas em diretoria e reduzir pessoal.

A aposta no Pólo Gás-Químico Brasil/Bolívia garantiria autonomia econômica à cidade de 100 mil habitantes e “muito emprego para a região”. A arrecadação mensal do município é de R$ 12 milhões.

“Temos fôlego econômico por 90 dias, até março”, diz sem revelar o montante que sobrou em 2008 no caixa municipal.

As empresas prometeram retomar a produção em março. Porém, a crise mundial tem preocupado a Prefeitura de Corumbá.

O Brasil é o principal exportador de ferro-gusa do mundo e tem os Estados Unidos como o principal mercado. O país consome cerca de 70% das exportações brasileiras. (Mídia Max)