Compra da MCR pela Vale pode ser positiva para Corumbá

A venda da MCR (Mineração Corumbaense Reunida), controlada pela mineradora anglo-australiana Rio Tinto, para a Vale pode refletir positivamente na economia de Corumbá. “A Vale assumiu o compromisso de manter os investimentos na região, com perspectiva concreta de ampliar ainda mais sua participação na economia da cidade e do Estado”, afirmou o deputado estadual Paulo Duarte (PT).

Segundo Duarte, a Vale tem a intenção de aumentar seus investimentos em siderurgia, o que agregaria mais valor ao minério extraído no município. “A legislação impedia que a Rio Tinto fizesse esse tipo de investimento, porque ela é uma empresa de capital estrangeiro. Por ser uma empresa nacional, a Vale não tem esse impedimento da chamada Lei de Faixa de Fronteira”, continuou o deputado.

O parlamentar foi informado da venda pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de quem é amigo pessoal. “O ministro me ligou e pediu para tranquilizar a população de Corumbá e os funcionários da mineradora. Temos uma visão muito positiva dessa transação.” Ainda de acordo com o parlamentar, o apoio da Rio Tinto ao Corumbaense Futebol Clube será mantido. A equipe participa do campeonato Estadual de Futebol com o patrocínio da mineradora, da Prefeitura Municipal de Corumbá e da Unipav.

A finalização da transação da mina de Corumbá, no valor de US$ 750 milhões, permanece sujeita às aprovações reguladoras relevantes. Em comunicado oficial à imprensa, a Rio Tinto informou que o negócio ocorreu em cumprimento do compromisso de redução de US$ 10 bilhões das dívidas assumidas pela empresa em 2009.

Corumbá produziu 2,0 milhões de toneladas métricas (Mt) de minério de ferro em 2008 e possui capacidade nominal para produzir 2,5 Mt por ano. Possuía ao final de 2007 reservas provadas e prováveis de 210 Mt, com teor de ferro de 67,0%¹, e recursos minerais de 583 Mt, com 62,7% de teor de ferro. Corumbá é um ativo de classe mundial, com alto teor de ferro e rico em granulados de redução direta, tipo de minério de ferro de alto valor que está se tornando crescentemente escasso no mundo.

“Corumbá é localizado próximo às nossas operações de minério de ferro e manganês em Urucum. Desse modo, existe potencial para exploração de várias sinergias, envolvendo maior flexibilidade dos ativos, redução de custos administrativos e de logística e racionalização do uso das reservas”, comunicou a Vale em nota.