Ruiter integra comitê gestor do programa pró-Taquari

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Preocupação de Ruiter, André e Paulo Duarte vai além da recuperação do rio. Passa pela construção de uma ponte, ligando Nhecolândia ao Paiaguás, já discutida com pecuaristas

O prefeito de Corumbá, Ruiter Cunha de Oliveira (PT), foi escolhido como um dos integrantes do Comitê Gestor do programa de ações para promover a recuperação e proteção ambiental da bacia hidrográfica do rio Taquari, lançado ontem em Corumbá. O comitê tem a atribuição de direcionar e supervisionar a implementação do programa, além de receber as demandas dos atores locais diretamente afetados pelo problema.

O colegiado é formado por membros da União – Ministério do Meio Ambiente (MMA); Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); Ministério da Integração Nacional (MI); Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP); Ministério do Transporte (MT) e a Agência Nacional de Águas (ANA) – representantes dos governos estaduais de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, dos municípios do Alto, Médio e Baixo Taquari e por membros da sociedade civil.

Ruiter representa a região da planície pantaneira (Baixo Taquari), área mais afetada pelo assoreamento da bacia hidrográfica. Estudos apontam que as terras hoje permanentemente ocupadas pelas águas do rio têm capacidade para receber até 300 mil cabeças de gado. Apesar da interferência do dano ambiental na pecuária da região, levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado em novembro aponta que Corumbá é o município com maior efetivo de bovinos do país, com 1.811.254 cabeças.

O assessor executivo de Projetos Especiais e secretário executivo de Desenvolvimento Agropecuário do município, Ricardo Éboli, é o suplente do prefeito corumbaense. Até o início da próxima semana, o Sindicato Rural de Corumbá apresenta os nomes dos outros 10 usuários (titular e suplente) das águas da bacia hidrográfica que completarão o Comitê.

“O prefeito Ruiter se empenhou diretamente para a recuperação definitiva do Taquari. A indicação dele para compor o Comitê Gestor é mais do que natural”, explicou Éboli. “A coordenação compartilhada qualifica e legitima a implementação deste programa por meio de um processo claro e conjunto”, completou o secretário executivo.