Programa de recuperação do Taquari será lançado em Corumbá

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Assoreado, rio terá programa voltado para sua recuperação

Reunião do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI), criado em agosto de 2006 e coordenado pela Presidência da República, ocorrida na semana passada, em Brasília, definiu a data de 8 de dezembro para lançamento, em Corumbá, do programa de ações que contempla a recuperação do Rio Taquari, assoreado há mais de 30 anos.

Um dos principais afluentes da bacia hidrográfica da planície pantaneira, o Taquari sofreu um dos maiores desastres ambientais do País. O Governo Lula assumiu o compromisso de intervir tecnicamente para salvá-lo – e com essa medida recuperar também uma porção expressiva do Pantanal hoje inundada permanentemente.

O engenheiro Samuel Van Der Laan, superintendente-substituto da Ahipar (Administração da Hidrovia do Paraguai), participou da reunião do GTI, como membro, e adiantou que foram consolidadas as propostas apresentadas pelo Sindicato Rural de Corumbá e pelo Governo do Estado como contribuições ao programa de intervenções, apoiadas pela Prefeitura Municipal de Corumbá.

No encontro, também foi definido a criação de um comitê gestor com atribuições normativas, deliberativas e consultivas para gerenciar o programa. O colegiado terá a participação dos ministérios e entidades que integram o GTI. A reunião realizada no Palácio do Planalto foi coordenada por Fernando Beltrão, representante da Casa Civil.

Estudos

Os primeiros estudos para subsidiar as intervenções no Rio Taquari estão sendo desenvolvidos pela Ahipar, que já concluiu o diagnóstico ambiental e em janeiro apresenta as recomendações que darão embasamento às medidas que visam melhorar a navegação, com o fechamento dos arrombados e dragagem do canal.

A segunda etapa do trabalho começa esta semana, com sobrevôos no trecho a ser recuperado – da Boca do Zé da Costa ao Caronal – para levantamento de banco de dados, com acompanhamento por terra de uma equipe responsável pelo serviço de batimetria. O Ministério dos Transportes investe R$ 600 mil nesse estudo de viabilidade técnico-ambiental.