Posto volante no Centro é opção para vacinar contra rubéola

A Secretaria Executiva de Saúde Pública segue com a campanha de vacinação contra a rubéola em Corumbá. A partir de amanhã, 05 de setembro, um trailer instalado na rua Frei Mariano, entre as ruas 13 de Junho e Delamare, Centro da cidade, disponibilizará a vacina para quem ainda não foi imunizado.

Outra ação realizada é o “arrastão” na área comercial. Até a próxima terça-feira, dia 09, equipes de vacinadores percorrerão o comércio corumbaense com o intuito de facilitar o acesso à imunização. Para o dia 07 de setembro – feriado de Independência do Brasil – um posto volante oferecerá a vacina contra a rubéola durante o desfile cívico-militar no Centro da cidade.

A meta é imunizar de 32.461 pessoas, com idades entre 20 e 39 anos. Até a terça-feira, 02, a Secretaria registrou 19.902 pessoas vacinadas, o que representa 61,31% do total estabelecido.

A Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola vai até o dia 12 deste mês. Após o encerramento, se houver necessidade, a Secretaria dará início a uma terceira etapa da imunização buscando a parcela da população que não foi vacinada.  

A doença

A rubéola é uma doença aguda causada por vírus, muito contagioso, que se transmite com extrema facilidade. A pessoa doente pode apresentar manchas avermelhadas na pele, começando no pescoço, que depois se alastra para o tronco, pernas e braços. O período de incubação varia de 14 a 21 dias. A média é de 17 dias.

A doença é aguda porque os sinais principais aparecem rapidamente, as manchas no corpo (exantema) apresentam máxima intensidade no 2º dia e desaparecem até o 6º dia, durando em média de 5 a 10 dias, coincidindo, geralmente com o início da febre, que é baixa. Esses sinais colaboram para fazer a diferença com outras doenças que apresentam manchas no corpo. Podem estar presentes, também, alguns sintomas gripais, dor de cabeça, dores generalizadas, conjuntivite, coriza e tosse. É importante saber que a metade dos casos de rubéola são assintomáticos, ou seja, em 59% dos casos os sintomas não estão presentes, não são visíveis. O problema é que estes casos assintomáticos podem contagiar as pessoas suscetíveis, ou seja, pessoas desprotegidas, seja por não terem tido a doença, seja por não serem vacinadas.

Os vírus são transmitidos de uma pessoa infectada para outra quando esta entra em contato direto com as gotículas de secreções que saem do nariz e da boca da pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar. A transmissão por meio de objetos contaminados, ou seja, a transmissão indireta, pode acontecer. Quando a grávida mantém contato com as gotículas de secreções de pessoa doente, mesmo assintomática, ela transmite o vírus para o bebê através da placenta. O vírus provoca infecção na placenta e no feto.

A rubéola não é uma doença grave, o problema é quando ela é transmitida à mulher grávida. Neste caso a gestante pode abortar ou o bebê pode nascer morto, além disso, o bebê pode nascer com a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) e apresentar alguns problemas que perduram por toda vida. Os problemas mais comuns são: deficiência auditiva (surdez), lesões oculares (retinopatia, catarata, glaucoma), problemas no coração (más formações cardíacas), problemas neurológicos.

A SRC É a infecção do feto pelo vírus da rubéola, causando um conjunto de malformação, em especial quando ocorre no primeiro trimestre da gravidez. As más-formações mais freqüentes são: catarata, glaucoma, surdez, cardiopatia congênita (persistência do canal arterial, estenose aortica e pulmonar) e neurológica. (Com informações do Brasil Livre da Rubéola)