Doença pode comprometer formação do bebê

As mulheres grávidas devem ficar atentas à campanha nacional de vacinação contra a rubéola. Se contraírem a doença, o bebê pode apresentar má formação de órgãos, como baço, fígado e olhos. Por isso, é importante que as gestantes façam o pré-natal e informem seus médicos no caso de aparecimento de manchas avermelhadas pelo corpo, gânglios atrás das orelhas e coriza.

A médica da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Rosiane Mattar, alerta que as mães devem observar a ocorrência dos sintomas nos principalmente nos três primeiros meses da gestação.

“Se ela tem a rubéola neste momento, o risco do vírus da rubéola atingir a placenta e causar uma má-formação fetal é maior. Quando a pessoa tem rubéola, mas em momentos mais tardios da gravidez, o risco para a criança diminui bastante. Por isso, que na verdade, assim, não se deve deixar acontecer, não há porque, não há como hoje em dia alguém ter a rubéola durante a gravidez, todas as mulheres devem tomar a vacina antes de ficar grávida, porque não tem tratamento”.

A médica Rosiane Mattar orienta, ainda, que a mulher deve tomar a vacina pelo menos três meses antes de engravidar.

Brasil

No Brasil, o Ministério da Saúde pretende imunizar 70 milhões de pessoas, de ambos os sexos, contra a doença. Nos últimos dois anos, ocorreram surtos de rubéola de forma dispersa em todo o país, uma ameaça à população ainda não vacinada. Em 2007, foram registrados 8.407 casos no Brasil, sendo 161 em mulheres grávidas o que resultou em 20 recém-nascidos com Síndrome da Rubéola Congênita – SCR (cegueira, surdez, retardo mental e cardiopatias, entre outras seqüelas).

A única alternativa para conter o avanço de casos, surtos e a SRC é a vacinação indiscriminada de homens e mulheres. O alvo principal é a população de sexo masculino. Em anos anteriores, foram mulheres e crianças. A faixa etária mais atingida é a de 20 a 34 anos de idade e 70% dos casos confirmados ocorreram entre os homens.

O que é?

A rubéola é uma doença infecto-contagiosa causada pelo vírus do gênero Rubivírus, família Togaviridae. Na maioria das vezes, a infecção pós-natal é subclínica, não produzindo sintomas. Quando presentes, os principais são: febre baixa, manchas avermelhadas na pele (exantema), ínguas na região do pescoço (inchaço dos gânglios linfáticos), perda de apetite, dor de cabeça, dores articulares e/ou musculares, coriza e tosse. É transmitida por contato direto com uma pessoa infectada ou com secreções do nariz ou boca do doente. A vacinação é única forma de prevenir a doença.