Alunos de projeto do Peti participam de torneio em Miranda

 Prefeitura de Corumbá

  

 Alunos viajaram na tarde desta sexta-feira

Quarenta alunos do projeto “Pé na Bola” desenvolvido pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), da Prefeitura de Corumbá, viajaram no início da tarde desta sexta-feira, 27 de junho, para Miranda, onde participam de um torneio de futebol no sábado e domingo, dias 28 e 29, respectivamente.

A competição, denominada Intercâmbio, vai reunir jovens que participam do Peti nas cidades de Miranda; Bonito e Corumbá. O torneio feminino será disputado nas categorias Pré-Mirim (10 a 11 anos) e Mirim (12 a 13 anos). No masculino a disputa será no Fraldinha (8 a 9 anos); Pré-Mirim (10 a 11 anos) e Mirim (12 a 13 anos). A delegação corumbaense, formada por 15 meninas e 25 meninos, vai participar de todas as categorias.

Coordenador do projeto “Pé na Bola”, o professor Rubens Balejo, o “Balejinho”, explicou que há um ano trabalha com crianças e adolescentes do Peti. “Nesse projeto trabalhamos os fundamentos básicos do futebol de campo, inclusive ensinando regras do esporte para meninos e meninas”, destacou ao lembrar que 80 jovens (de 8 a 15 anos) participam das aulas. Ele já desenvolveu projeto ligado ao Futsal, no Programa.

“O esporte nos possibilita trabalhar o resgate da auto-estima e da cidadania destes jovens, além disso, traz disciplina”, avaliou Balejinho. Para o professor, o intercâmbio com jovens de outras cidades será “saudável” para os estudantes corumbaenses.

A supervisora do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Vera Lúcia Marti Veiga, destacou que esse tipo de iniciativa “valoriza” os participantes do Peti e “mostra que são capazes”. Cinco professores do Programa acompanham a delegação local.

Em Corumbá, o Peti atua há oito anos e atualmente conta com equipe de 12 professores que atendem 219 crianças e adolescentes, na faixa etária de 7 a 15 anos, em dois turnos (matutino e vespertino). A jornada de trabalho ampliada, desenvolvida pelo programa, permite o resgate da auto-estima e expansão dos limites do conhecimento para os jovens retirados do trabalho insalubre; perigoso e degradante. A atuação garante a promoção da cidadania com a construção da autonomia necessária para a vida adulta em sociedade.