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Sem medo, Vila aposta no preto e empolga na passarela pantaneira do samba

13 de Fevereiro de 2018 - 00h28

Vila fez belo desfile pela avenida General Rondon (Foto: Clóvis Neto) Vila fez belo desfile pela avenida General Rondon (Foto: Clóvis Neto)

Campeã do grupo Especial em 2017 – extinto para o desfile deste ano – a escola de samba Unidos da Vila Mamona levou para a avenida o enredo “A caixa se abriu e a Vila te pergunta: do que você tem medo?” Terceira a se apresentar, a Vila fez uma apresentação dividida em três setores. O primeiro deles abordou o medo; o segundo teve como temática os medos populares e o terceiro que represento os medos abstratos.

 

Comissão de Frente da Vila Mamona representou o tema: “Transformando o Medo”. Os 11 bailarinos, coreografados pelo coreógrafo Kleber Costa, mostravam que o medo pode ser superado com a alegria. Os componentes passaram por mudanças de figurino englobando a temática do medo através de zumbis e no ponto alto da apresentação, se transformaram em seres do bem.

 

Carro abre-alas representava o tema “Que comece o Terror”. Trouxe o símbolo da escola, a “Águia” em seu voo mais alto. Alegoria abordou os primeiros impactos do medo no cérebro. Rodapé trouxe a pergunta “Qual é o seu medo?” Ala de passistas trouxe para a avenida o perigo e os riscos que alimentam o medo.

 

Bateria, composta por 80 ritmistas comandados por mestre Manoelzinho, veio simbolizando o Pânico, intrigante personagem dos filmes de terror e sua tradicional bata preta e máscara característica da morte. Rainha de Bateria, Kartilene Diniz, estava fantasiada de “Nervosismo à flor da Pele, um choque de espanto.”

 

Com ala das baianas, escola iniciou o segundo setor de sua apresentação.  Baianas simbolizaram a bruxaria e os rituais enigmáticos e que amedrontam a população, mesmo as b

 

No segundo carro alegórico, chamada “A casa das Bruxas”, escola retratou parte dos medos populares mais conhecidos abordando uma das festas folclóricas norte-americanas que vem ganhando muito espaço: o Halloween. Carro foi seguido por alas das bruxas, abóboras, vampiros e aranhas.

 

Carro “Medos ,Terror e Pânico, o Cemitério Maldito”, trouxe uma abordagem original, com o objetivo de tornar explícito um cemitério, o trem fantasma, os zumbis e a morte. Bailarinos dançaram ao lado de um trem fantasma, desceram as escadas e retornam aos lugares. Desfile brincou com os medos populares da Mulher de Branco, ET de Varginha, Homem do Saco e até palhaços ao encerrar segundo setor da passagem pela avenida.

 

Carro ”Perversos,Espantai-vos” abriu setor dos medos abstratos. Alegoria representou o inferno, o submundo, o pós-morte. Trouxe a simbologia de Hades, do fim da profecia, da anunciação dos fins dos tempos. Ala da Morte abordou o pavor de morrer, muito comum entre os humanos. Vila Mamona encerrou desfile com o carro “O fim do Medo”, representando a paz, a magia, a alegria e o paraíso.

 

Ficha Técnica


Presidente: Marcelino de Toledo

Carnavalesco: Val de Tarso

Enredo: “A caixa se abriu e a Vila te pergunta: do que você tem medo?”

Autores do Samba-Enredo:

Mestre de Bateria: Manoelzinho

Ritmistas: 80

Rainha da Bateria: Katilene

Alas: 16

Componentes: 800 a 1.200

Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Carlinhos e Ana Paula

Carros Alegóricos: 05

Fundação: 1981


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