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No desempate, Vitória Régia fatura título entre os blocos carnavalescos

06 de Março de 2019 - 18h25

Vitória Régia foi o último bloco a passar pela Passarela Pantaneira do Samba, já na madrugada de domingo (Foto: Gisele Ribeiro) Vitória Régia foi o último bloco a passar pela Passarela Pantaneira do Samba, já na madrugada de domingo (Foto: Gisele Ribeiro)

O Vitória Régia faturou o título da Liga Independente dos Blocos Carnavalescos de Corumbá (LIBLOCC) de 2019. A taça de campeã só veio no último critério de desempate estabelecido pelo regulamento da entidade que representa os blocos: o sorteio.

 

Vitória Régia e Clube dos Sem somaram 79,9 pontos e empataram em todos os outros quesitos. A terceira colocação ficou com o Flor de Abacate, que somou 79,3, e a quarta com o Bola Preta, com 79,1 pontos. Na quinta colocação ficou com Os Intocáveis, com 78,7 pontos.

 

Foram avaliados os quesitos melodia, evolução, bateria e harmonia. Cada um dos itens teve dois jurados. Na sequência ficaram o Oliveira Somos Nós, Nação Zumbi, Afro Samba Reggae, Águia da Vila, Arthur Marinho e Praia Bola e Cerveja.

 

O Vitória Régia foi o último a se apresentar no sábado de carnaval de Corumbá. A campeã fechou o desfile dos blocos oficiais contando a história da Oficina de Dança, que é “cultura e tradição” em Corumbá.

 

Desfile

 

Os blocos oficiais foram a principal atração da noite de sábado, 02 de março, do Carnaval da Alegria, Nossa Tradição de Corumbá. Cerca de 9,1 mil foliões cruzaram a Passarela do Samba, com muita animação, nas 11 agremiações que integram a Liga Independente dos Blocos Carnavalescos de Corumbá. O sábado de carnaval contou ainda com show musical no palco montado na praça Generoso Ponce.

 

A primeira agremiação a se apresentar foi o 'Oliveira Somos Nós' que levou para a avenida uma homenagem ao pescadores profissionais cantando: “que maravilha... eu sou, o pescador. Levanto bem cedinho, faço a minha oração, com chuva ou com sol essa é a minha profissão”. Em seguida veio o 'Águia da Vila' com samba exaltação a cidade de Costa Rica, o "encanto do cerrado", dona de "fauna e flora exuberantes e cachoeiras caudalosas".

 

Terceiro a cruzar a passarela do samba o ‘Afro Samba Reggae’ exibiu sua batida que mistura o samba carioca e o swing contagiante do reggae baiano ao trazer “o circo para o nosso carnaval”. Na sequência, o bloco ‘Praia, Bola e Cerveja’ homenageou a rainha de bateria Lucila Vitório dizendo nos versos do seu samba: “quando ela passa a galera se agita. Com a musa, a rainha consagrada na Império, a bateria faz pulsar seu coração na passarela estampada a emoção”.

 

Mais tradicional bloco oficial de Corumbá, o ‘Flor de Abacate’ lembrou os “100 anos de trabalho solidário” do Lions Clube. Seus componentes cantaram em uníssono: “paz e esperança para um mundo bem melhor; um abraço forte de amor e emoção. Ao Lions Clube entrego a nossa gratidão”.

 

Sexto a desfilar, o ‘Nação Zumbi’ homenageou a Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Mato Grosso do Sul) mostrando que “no carnaval, saúde é primeiro lugar. Cuidar do corpo, cuidar da alma, para a folia brincar”, dizia um trecho do samba.

 

Com o tema “50tão do Bola”, o ‘Bola Preta’ cantou as bodas de ouro do próprio bloco relembrando nomes que fizeram a história da agremiação ao longo das cinco décadas de folia. O ‘Arthur Marinho’ desfilou logo depois exibindo o enredo “Sônia Ruas, sua vida, sua arte”. Nono bloco da noite, já na madrugada do domingo, 03 de março, ‘Os Intocáveis’ provou que é “história e tradição no carnaval corumbaense”, como dizia o título de seu samba.

 

Penúltimo a se apresentar, o ‘Clube dos Sem’ cantou as belezas do Pantanal que encantam e atraem turistas das mais variadas partes do Brasil e do mundo. O ‘Vitória Régia’ fechou a noite.


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