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Mutirão para combate ao Aedes aegypti acontece sábado no Cravo I e II

06 de Dezembro de 2018 - 11h21

Até a semana 46 foram notificados 173 casos de Dengue, destes 09 foram confirmados (Foto: Renê Márcio Carneiro/PMC Até a semana 46 foram notificados 173 casos de Dengue, destes 09 foram confirmados (Foto: Renê Márcio Carneiro/PMC

A Prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza no sábado, 08 de dezembro, um mutirão no bairro Cravo Vermelho, nas regiões do Cravo I e II, com objetivo de eliminar os reservatórios para o controle da dengue, zika, chikungunya e leishmaniose. A ação será das 07h às 11 horas e terá como ponto de apoio a unidade de Estratégia de Saúde da Família Dr. Walter Victorio.

 

O Município vai destinar 20 profissionais de saúde, além de equipes de apoio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos; Fundação do Meio Ambiente do Pantanal e Secretaria Municipal de Assistência Social.

 

Dengue

 

De acordo com Boletim epidemiológico da Vigilância em Saúde mostra que durante a Semana 46 de 2018 (referente ao período de 18 a 24 de novembro), foram notificados 173 casos de Dengue, destes 09 foram confirmados. A dengue é uma doença febril aguda, de origem viral e de evolução benigna na forma clássica, e grave quando se apresenta na forma hemorrágica. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue é uma doença viral que se espalha rapidamente no mundo. 

 

Vírus Zika 

 

Até a semana 46 foram notificados 19 casos de Zika e 01 caso confirmado no Bairro Cristo Redentor. A Zika é uma doença viral aguda, transmitida principalmente, pelos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes albopictus, caracterizada por exantema manchas avermelhadas na pele, febre, vermelhidão nos olhos, dor nas articulações, dor de cabeça e dores musculares. A maior parte dos casos apresentam evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3-7 dias.

 

Chikungunya 

 

Até a semana 46 foram notificados 37 casos de Chikungunya destes, 04 casos foram confirmados. A transmissão se dá através da picada de fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus infectadas pelo vírus. Casos de transmissão vertical (transmissão da mãe para o filho durante a gestação ou durante o parto) podem ocorrer e, muitas vezes, provocam infecção neonatal grave. Pode ocorrer também transmissão por via transfusional (transfusão de sangue), considerada rara de acordo com protocolos analisados. 

 

Leishmaniose 

 

Até a semana epidemiológica 46 de 2018, foram confirmados 12 casos de Leishmaniose Visceral e 02 casos de Leishmaniose Tegumentar.  A leishmaniose visceral era, primariamente, uma zoonose caracterizada como doença de caráter eminentemente rural. Mais recentemente, vem se expandindo para áreas urbanas de médio e grande porte e se tornou crescente problema de saúde pública no país e em outras áreas do continente americano, sendo uma endemia em franca expansão geográfica. É uma doença, caracterizada por febre de longa duração, perda de peso, fraqueza e anemia, dentre outras manifestações. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos. No Brasil, a forma de transmissão é através da picada dos vetores Lutzomyia longipalpis, ou Lutzomyia cruzi, conhecidos popularmente por “mosquito palha”.


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